ESG no agronegócio – um divisor de águas

A sustentabilidade se impõe a cada dia no ambiente agrícola. De um lado a consciência de muitos produtores, do outro, a pressão do mercado, e, assim, a agricultura tradicional vai dando lugar a práticas amigáveis com o meio ambiente. Nesse contexto, os produtores brasileiros estão se acostumando com a sigla ESG no agronegócio. Essas letras identificam três palavras – Environmental, Social and Governance – que apontam a direção de questões essenciais para a sustentabilidade de um negócio, independente da indústria em que atue. Aqui, quando falamos em sustentabilidade, não nos referimos apenas ao meio ambiente, mas ao próprio negócio, que, para ir adiante, depende de um planeta, de pessoas e de conduta saudáveis. Assim, o ESG no agronegócio surge como um caminho para tornar as práticas agrícolas amigáveis e alinhadas com os princípios de responsabilidade ambiental, social e de governança.              Os benefícios do ESG no agronegócio Ao motivar a preocupação com a saúde e segurança dos trabalhadores, o respeito aos direitos humanos, o cumprimento de leis e as práticas agrícolas que mantêm o equilíbrio com a natureza, o impacto do ESG no agronegócio pode ser um divisor de águas. Em primeiro lugar, a adoção de práticas ecologicamente responsáveis contribui tanto para a conservação do meio ambiente como para a mitigação das mudanças climáticas. A gestão eficiente dos recursos naturais, como a água e a energia, reduz os custos de produção e aumenta a resiliência das lavouras. Além disso, o ESG promove a saúde do solo, a biodiversidade e a preservação dos ecossistemas, criando bases sólidas para uma produção agrícola sustentável a longo prazo. As práticas ESG no agronegócio representam, ainda, uma oportunidade para corrigir problemas relacionados à imagem do setor no que tange a mão de obra. O S da sigla, afinal, visa garantir condições de trabalho adequadas e respeito aos direitos dos funcionários, além de engajamento com as comunidades locais. Também pode envolver a promoção de práticas comerciais justas, como a cooperação com pequenos produtores. A governança corporativa refere-se às estruturas e processos que garantem a gestão eficaz e responsável de uma empresa, podendo envolver a transparência nas operações, a adoção de políticas anticorrupção, a gestão adequada dos riscos e a prestação de contas aos stakeholders. Isso contribui para a confiança dos investidores, a redução de riscos financeiros e a longevidade dos negócios no setor. Em termos comerciais, a adoção do ESG no agronegócio vem mostrando resultados semelhantes ao que ocorre em outros setores da economia, abrindo acesso a novos mercados e facilitando a negociação de financiamentos. É evidente que a crescente importância das práticas de ESG tem levado muitos investidores e instituições financeiras a considerarem critérios ambientais e sociais na hora de decidir sobre investimentos. O mesmo vale para mercados internacionais – que costumam exigir altos padrões de sustentabilidade e onde se destacam fontes de financiamento que priorizam projetos alinhados com critérios ESG.          Benefícios em cadeia De fato, o ESG conquistou o status de fator-chave para decisões no universo corporativo. É fácil entender quando analisamos as motivações que levaram ao desenvolvimento de um conjunto de práticas ecológica, social e administrativamente responsável. Em síntese, tais práticas alinham as empresas às demandas cada vez mais conscientes dos consumidores. Eles querem produtos sustentáveis, que contribuam com sua saúde e que sejam produzidos por empresas tão conscientes quanto eles próprios, ou seja, que respeitem o meio-ambiente, que valorizem as pessoas envolvidas em seu negócio (colaboradores, fornecedores, clientes etc.) e que cumpram as regras, sempre com muita transparência. O ESG no agronegócio, portanto, ajuda o produtor a atender aos critérios que orientam a compra do consumidor final. Além disso, permite que ele colabore com empresas parceiras, sejam aquelas que usam seus produtos como matéria prima ou revendedores. Da mesma forma, para cumprir sua parte nesta corrente, ele precisa de fornecedores e produtos alinhados às práticas ESG. Nesse sentido, a Agrivalle abastece o setor com um produto indispensável para o ESG no agronegócio: os bioinsumos, cujo uso repercute nas três letras da sigla. Seu uso, além de ser um dos pilares da agricultura sustentável, oferece maior segurança para as pessoas envolvidas na plantação e atende às regulamentações internacionais relacionadas ao controle no uso de agroquímicos. Entre em contato com nossa equipe para saber mais sobre os insumos biológicos.                            

Nematoides na plantação de soja

Os nematoides  na plantação de soja representam um dos maiores desafios para os produtores brasileiros. Estes vermes microscópicos se alimentam das raízes das plantas, que acessam a partir do solo e da água, dois de seus habitats preferidos. É assim que eles roubam nutrientes fundamentais para o desenvolvimento de grãos saudáveis. Como se não bastasse, enquanto se alimentam das substâncias nutritivas do vegetal, esta praga solta toxinas que vão diretamente para dentro das células da planta e favorece a ação de fungos. Ao atacar a lavoura de uma forma tão agressiva em sua origem e principal fonte de nutrição, os nematoides  na plantação de soja provocam uma gama de danos bastante ampla, atingindo em cheio a produtividade. Para proteger a área de cultivo é imprescindível monitorar pontos críticos da sojicultura – água e nutrientes, manejo, ciclo de crescimento – e os sintomas da atividade desses pequenos vermes. Prejuízos da ação dos nematoides  na plantação de soja A Sociedade Brasileira de Nematologia acompanha de perto os efeitos dos nematoides  no agronegócio nacional. Suas análises indicam que os prejuízos do sojicultor giram em torno de R$ 26,8 bilhões, cifra condizente com a amplitude da ação da praga e de seus reflexos, que vão da redução da produtividade à perda de área cultivável. Os danos causados pelos nematoides  podem incluir: Redução de produtividade: quando há uma infestação de nematoides  na plantação de soja, os vegetais perdem substâncias nutritivas para a praga, por isso tendem a apresentar uma estatura menor, número reduzido de vagens e de grãos, levando a quedas na produtividade. Má qualidade dos grãos: além da redução na quantidade de grãos produzidos, as plantas de soja infestadas por nematoides  também costumam ter grãos de menor tamanho e qualidade inferior, o que afeta diretamente o valor comercial do produto. Custos de controle: a presença de nematoides  na plantação de soja requer cuidados especiais com o manejo, muitas vezes exigindo mudanças nas práticas culturais e a implementação de técnicas que colaborem com o combate à praga. Em paralelo, o produtor precisa adotar medidas de controle específicas, a exemplo da compra e da aplicação de nematicidas Estas ações, naturalmente, podem aumentar os custos de produção. Despesas com tratamentos: além dos custos com o controle imediato da infestação de nematoides  na plantação de soja, muitas vezes há danos residuais que ameaçam a produtividade futura. De fato, é comum que estes parasitas persistam no solo por longos períodos. Para mitigar tal risco, os agricultores precisam investir em cuidados perenes, adotando medidas que evitem a reincidência, incluindo aquisição de sementes tratadas, entre outras iniciativas de controle. perda de área cultivável: quando uma área de cultivo é tomada por nematoides , suas características são alteradas de tal forma que ela pode ser inutilizada. Trata-se de um patógeno de eliminação difícil, cuja presença pode limitar as opções de rotação de culturas, uma prática comum para manter a saúde da lavoura e reduzir a pressão de pragas e doenças. Além disso, algumas espécies deste parasita podem formar cistos no solo, onde depositam ovos resistentes que chegam a ficar ali por anos. São tantas as dificuldades que alguns agricultores chegam a optar por abandonar a área em função dos custos e obstáculos para torná-la produtiva de novo. A ameaça que os nematoides  na plantação de soja representam para o agronegócio é inquestionável. Segundo o Canal Rural, a cada 10 safras de soja produzidas no Brasil, uma é perdida por causa de nematoides . Em termos financeiros, isso significa R$ 374 bilhões de prejuízo para a sojicultura nacional. Sem dúvida, um cenário alarmante, mas que pode ser revertido com monitoramento aliado ao combate e a prevenção. Toda a cadeia produtiva da indústria agrícola está empenhada em buscar soluções para a alta incidência de nematoides  na plantação de soja, bem como em outras culturas. O controle deste patógeno, afinal, depende de um mix de ações, que envolve técnicas de plantio a limpeza de equipamentos. Nesse contexto, graças a sua multifuncionalidade, os bioinsumos assumem um papel importante no controle da praga e no tratamento de áreas de cultivo afetadas. Um bom exemplo é o nematicida microbiológico Profix, que age em diferentes estágios de vida do nematoide. Em outras palavras, ao ser aplicado numa área infestada, ele atua no controle do parasita da fase de ovo à sua forma adulta.  Sua ação pode ser reforçada com o uso do Algon, que potencializa o desenvolvimento dos vegetais ao associar bioestimulantes indispensáveis para a fotossíntese e a translocação de fotoassimilados. Assim, enquanto e nematoides  na plantação de soja agem no sequestro de nutrientes, ele reforça e dá suporte a processos essenciais para a saúde da planta.Essas soluções fazem parte do portfólio da Agrivalle, que conta com vários bioinsumos qualificados para compor um mix de combate aos nematoides . Nossa equipe está pronta para montar uma seleção personalizada para a sua área de cultivo, é só entrar em contato.

4 doenças do solo para manter distância

O solo é a principal ferramenta da agricultura, representando um grande celeiro de vida.  Na agricultura, a vida do solo tem uma influência direta nas características físicas, químicas e biológicas do solo, influenciando a produtividade e qualidade das colheitas. O solo é o habitat de uma grande diversidade de microrganismos que atuam na transformação e decomposição da matéria orgânica, ciclagem de nutrientes e fluxo de energia do solo.  Um ambiente ambíguo Por mais paradoxal que seja, a cura e a causa das doenças do solo habitam o mesmo lugar. Na parte oculta da lavoura, microrganismos prejudiciais e benéficos às plantas se relacionam com elas e entre si. Neste convívio, portanto, alguns assumem o papel patógenos, enquanto outros ajudam a combatê-los. A ambiguidade do habitat de plantio exige atenção do agricultor, afinal, ele precisa se proteger das ameaças sem eliminar os microrganismos com potencial de colaborar com a plantação. Assim, é mandatório que conheça sua área de cultivo. Tal conhecimento é o ponto de partida para a prevenção, o monitoramento e o manejo adequado das doenças do solo, bem como para a consequente minimização de seus impactos nas culturas agrícolas. Doenças do solo em contexto A variedade de microrganismos vivendo sob a terra reúne inúmeras espécies. São fungos, bactérias, vírus, nematóides e até mesmo protozoários – cada um deles pode causar diferentes patologias ou provocar vulnerabilidades que colocam a plantação em risco. A prevalência e os impactos das doenças do solos variam de uma região para outra, dependendo das condições climáticas, tipos de culturas cultivadas e práticas agrícolas adotadas. O manejo e o controle dependem da identificação precisa do patógeno envolvido e da implementação de estratégias específicas. Muitas vezes, isso envolve a adoção de práticas de cultivo, seleção de variedades resistentes e o uso de medidas de controle adequadas. 4 doenças, uma solução No pacote de ações para o manejo das doenças do solo, os bioinsumos são aliados importantes. Nesse sentido, a Agrivalle desenvolveu um poderoso fungicida microbiológico altamente eficaz com amplo espectro de controle para o complexo de doenças de solo que atua no controle de 4 doenças que acomentem as plantações e causam prejuízos aos ocasionando agricultores brasileiros: Tombamento (Rhizoctonia solani)  –  considerado um problema que atinge os primeiros estádios de desenvolvimento das plantas e ocorre em diversas culturas de importância econômica. Responsável por causar a podridão nas raízes e redução da germinação, pode ser causada por diferentes tipos de patógenos. O tombamento pode causar perda da produtividade, afetar a qualidade dos grãos, promover a morte das plantas e falhas na plantação.  qu A Podridão-radicular (Rhizoctonia solani) – A podridão radicular é uma doença que afeta as raízes das plantas comprometendo seu desenvolvimento e podendo levar a planta à morte. A doença é causada por diversos agentes patogênicos, como fungos do gênero Fusarium, Phytophthora, Rhizoctonia, entre outros.  Semente infectadas germinam lentamente e, quase sempre, as plântulas morrem durante a emergência. Seus sintomas incluem a deterioração das raízes e total perda de função radicular, de modo que, em casos graves, pode provocar a morte da planta.  Mofo-branco – é uma doença causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, que ataca as hastes e ramos das plantas, gerando amarelecimento, murcha, secamento das folhas, podendo, inclusive levar à morte da planta. Possui uma grande variedade de hospedeiros, o que torna um grande desafio o controle. Pode causar grandes prejuízos em culturas de grande importância econômica como soja, algodão, tomate, batata, entre outras.  Fusariose – patologia cujos impactos alcançam tanto o terreno quanto a plantação. Ela afeta o sistema radicular e os caules dos vegetais, prejudicando a absorção de nutrientes e água. Os sintomas incluem murcha, amarelecimento das folhas, descoloração dos caules e podridão das raízes e em infecções severas o quadro pode se agravar causando a  morte da planta. Em alguns casos, os agentes responsáveis pela doença podem formar estruturas semelhantes a esporos chamadas clamidósporos, que ajudam na disseminação da doença. Em comum, essas quatro ameaças têm a causa fúngica e a indicação do Shocker para compor a estratégia de manejo. O biofungicida da Agrivalle é um produto inovador, sendo o primeiro registrado com três microrganismos – duas bactérias e um fungo – com amplo espectro de ação. Sua eficácia no biocontrole de doenças do solo é consequência de estudos aprofundados e focados no objetivo de combater estas patologias, garantindo a produtividade da lavoura e a harmonia com o meio-ambiente. Converse com nossa equipe para receber a melhor orientação.

Sustentabilidade do planeta e da agricultura – uma via de mão dupla

Nos últimos anos, a sustentabilidade do planeta se transformou em uma das principais pautas no agronegócio em todo o mundo. O tema passou a ser estratégico no setor em função dos impactos da atividade agrícola no meio ambiente, e vice-versa. De um lado temos a forte dependência dos mais variados recursos naturais por parte da agricultura, do outro, os reflexos que a gestão inadequada da atividade gera no entorno da lavoura e, às vezes, além.  Ainda existe uma divisão no setor, com empresários que se esforçam para que suas lavouras sejam amigáveis com o meio ambiente e outros que ignoram a importância de promover a agricultura sustentável. Vale ressaltar que, na maioria das vezes, esta posição mais conservadora está relacionada ao desconhecimento. No entanto, uma parcela significativa do agro já abraçou as vantagens que o meio ambiente saudável traz para a operação e os resultados, bem como a responsabilidade sobre os prejuízos que seu negócio pode trazer para a sustentabilidade do planeta. O ponto onde a agricultura e a consciência ambiental se encontram representa uma espécie de proporção áurea para a produção de alimentos a longo prazo, afinal, para que a atividade agrícola seja viável no futuro, precisamos de água e solos saudáveis, além de condições climáticas favoráveis. Sustentabilidade do planeta em parceria com a agricultura Na relação entre agricultura e meio ambiente, há uma troca rica, uma contribuição mútua que nem sempre é destacada nas discussões sobre o tema. Quando praticada de forma tradicional, a atividade agrícola, de fato, coloca em risco a sustentabilidade do planeta. Mas, quando a agricultura sustentável entra em cena, vemos que as vantagens correm em mão dupla, beneficiando a produção de alimentos e o meio ambiente. A questão da biodiversidade é um bom exemplo para ilustrar esta dinâmica. A preservação ambiental pressupõe proteger as formas de vida presentes na natureza. A agricultura tradicional, entretanto, busca eliminar tudo o que coloca a plantação em risco, lançando mão de recursos que, muitas vezes, atacam mais do que a ameaça em foco. Já a agricultura sustentável, busca fazer o controle de pragas e doenças com bioinsumos. Eles são menos agressivos e focam mais em equilibrar as condições de vida no solo que em, simplesmente, eliminar patógenos sem considerar os efeitos colaterais. Quando uma área de cultivo adota o biocontrole, além de uma série de benefícios práticos para a produção de alimentos, ela contribui com a sustentabilidade do planeta ao preservar as diferentes formas de vida presentes em seu solo. Em paralelo, o mantém em equilíbrio, deixando aberta a possibilidade de cultivo para outras culturas, ou seja, mais uma contribuição para a biodiversidade.  Construção do futuro  Cada passo que damos para trás na preservação ambiental é um retrocesso na construção do futuro da agricultura. O paradoxo é que, entre todos os setores produtivos, o agronegócio é um dos que mais se beneficia da sustentabilidade do planeta. Enquanto a indústria da moda e a automobilística precisam fazer altíssimos investimentos e enfrentar mudanças de paradigmas, o caminho é bem mais conhecido e seguro para quem atua na produção agrícola. Veja como a revenda e a reforma de roupas usadas, por exemplo, já repercute no setor de vestuário. A economia circular já é tão consistente neste mercado que grandes marcas estão criando novos processos para integrar este movimento. Na agricultura, a história é outra. Como falamos antes, a sustentabilidade do planeta alimenta o agro, mais que isso, as práticas amigáveis com o meio ambiente contribuem com a produtividade de hoje e com as boas condições de plantio do futuro. Portanto, o que falta para a sua lavoura aproveitar todas estas vantagens?Nós, da Agrivalle, estamos à sua disposição para ajudar com os primeiros passos. Nossa equipe vai te orientar a transformar o manejo de sua lavoura, garantindo a produtividade e a saúde do solo a longo prazo. Entre em contato com a gente.

Os bioinsumos no futuro da agricultura

Os insumos biológicos desempenham um papel determinante no futuro da agricultura, pois oferecem uma alternativa sustentável aos fertilizantes químicos e pesticidas convencionais. Este diferencial pode ser identificado ao longo de todo desenvolvimento dos produtos, que tem como ponto de partida a análise das dinâmicas que se dão na natureza. Para trabalhar em sintonia com o meio-ambiente, os bioinsumos contam com formulações baseadas em substâncias de origem biológica com propriedades que contribuem com o crescimento das plantas, com o aumento da produtividade e com a proteção das culturas contra doenças e pragas. É observando a natureza que os pesquisadores identificam microrganismos, extratos de plantas, enzimas e outras substâncias orgânicas capazes de cumprir tal função.       Estudos de consumo apontam perfis cada vez mais exigentes quanto à alimentação e à preservação ambiental, ao passo que a ciência revela os riscos que as mudanças climáticas trazem para a produção agrícola. De fato, estamos falando de uma das atividades mais dependente dos recursos naturais.           Norte no cultivo sustentável Uma das principais vantagens dos bioinsumos é sua ação harmônica com o meio ambiente. Ao unir eficácia e equilíbrio, eles promovem produtividade sem os riscos presentes na administração de produtos químicos sintéticos. Além do impacto negativo bastante reduzido sobre a qualidade do solo, a biodiversidade e a contaminação da água, os biológicos podem ajudar a melhorar a saúde das plantas a longo prazo, fortalecendo seu sistema imunológico e aumentando sua resistência a doenças. Assim, os bioinsumos desempenham um papel importante no desenvolvimento de sistemas agrícolas sustentáveis, um dos pilares do futuro da agricultura. Como têm modo de ação baseado nas dinâmicas da natureza, eles potencializam as relações entre os organismos presentes na biota do solo, otimizando-as. Dessa forma, em vez de interferir de maneira agressiva causando perdas para resolver problemas, acabam por contribuir com a promoção da diversidade biológica enquanto protegem e defendem as plantas de pragas e doenças. Além disso, têm o potencial de aumentar a eficiência no uso de recursos, já que podem melhorar a absorção de água e nutrientes pelas plantas.   Em função de tudo isso, os bioinsumos se transformaram em peça essencial em qualquer tipo de sistema de produção orgânica. Seu potencial para compor conjuntos de práticas de cultivos amigáveis com o meio ambiente, aliás, é indispensável a qualquer projeto de agricultura sustentável.       O futuro da agricultura tem que ser sustentável! No cenário que se desenha para o futuro da agricultura, espera-se que os bioinsumos desempenhem um papel cada vez mais importante. As projeções realizadas no setor, indicam crescente demanda de alimentos sustentáveis, saudáveis e seguros. Vale observar que, ao se referir a saúde e segurança, as tendências de consumo apontam para uma preocupação de mão dupla. Os consumidores, cada vez mais, buscam se alimentar daquilo que contribua com sua saúde e que, ao mesmo tempo, não coloque em risco as pessoas que trabalham na produção nem o meio-ambiente.  É nesse sentido – e em alta velocidade – que a pesquisa e o desenvolvimento nessa área avançam, sempre buscando novas soluções biológicas e tecnológicas para melhorar a eficácia dos produtos tanto na contribuição que trazem para as plantas como nos processos de aplicação.  Em síntese, os bioinsumos representam um dos recursos fundamentais do futuro da agricultura, mas eles não estão sozinhos. Combinados com outras tecnologias, como agricultura de precisão e manejo integrado de pragas, eles estão ajudando a criar um panorama completamente novo para o agronegócio. À medida que nossos conhecimentos avançam, as lavouras estão se tornando mais sustentáveis, resilientes e produtivas. A Agrivalle faz parte disso e contribui com uma série de produtos desenvolvidos com base no propósito “vida que gera vida”. São biofertilizantes  (Algon, Implanta e Raizer), biofungicidas (Twixx-a e Shocker), inseticidas microbiológicos (Auin CE e Gr-inn) e vários outros. Entre em contato com nossa equipe, vamos te ajudar a levar o futuro da agricultura para sua plantação.

Mercado de insumos biológicos – ascensão e otimismo

O mercado de insumos biológicos segue acelerado, dando sinais de que não há exagero no otimismo dos estudos que projetam o futuro do segmento. A Frente Parlamentar da Câmara Mista de Bioeconomia da Câmara dos Deputados, por exemplo, ventilou que, em 2025, o setor chegaria a um faturamento mundial na casa dos US$ 11 bilhões, pelo menos.  A Research and Markets foi mais ousada, prevendo um crescimento anual na faixa dos 10% a 12%, ou US$ 18.5 bilhões no mesmo ano. Projetando um pouco mais à frente, a CropLife Brasil, aponta que a receita do segmento deve ser três vezes maior até 2030. Fazendo um retrospecto em cima de dados realizados, a Spark Inteligência Estratégica, por sua vez, apurou que, na safra 2020/2021, o Brasil viu o mercado de bioinsumos alcançar a surpreendente de receita de R$ 1,7 bilhão – em contraposição com o ciclo anterior, isso significa um aumento de 37%. Ao mesmo tempo, o mercado de defensivos agroquímicos vem mostrando certa estagnação. Em 2018, foi registrada uma queda de 6% na produção deste tipo de insumo, o equivalente a US$ 64 bilhões. No mesmo ano, o mercado de insumos biológicos apresentou um saldo de US$ 3,8 bilhões, 17% maior que o registrado no período anterior.  O que alimenta a escalada do mercado de insumos biológicos? Em suma, ao passo que a procura por agroquímicos está em queda, a ascensão do mercado de insumos biológicos não para de crescer. Este movimento em mão dupla, aliás, é mundial e está relacionado a uma série de fatores.  Antes de mais nada, a conscientização a respeito do valor nutricional de alimentos naturais transformou o comportamento em mercados, feiras e restaurantes. Assim, a preocupação em consumir opções saudáveis tomou a dianteira como critério fundamental na decisão de compras. Paralelamente, o compromisso das pessoas com a sustentabilidade também se reflete numa crescente rejeição a produtos resultantes de processos que trazem prejuízos ao meio-ambiente. Em contrapartida, para o produtor, o reconhecimento das vantagens do biocontrole para a lavoura é um grande impulsionador na escalada do mercado de insumos biológicos. Produtividade, otimização no uso de recursos hídricos, saúde do solo são apenas alguns dos benefícios citados pelos agricultores que aderiram aos bioinsumos. Se, em algum momento, optar pelo biocontrole pareceu ser um movimento de nicho na agroindústria, especialmente centrado em produtores de alimentos orgânicos, isso é passado. Os bioinsumos já mostraram sua eficiência nos mais diversos cultivos – grãos, verduras, frutas, café, milho, cana-de-açúcar etc., só para ilustrar. O que impulsiona o mercado de insumos biológicos?   Em 2021, o mercado de insumos biológicos brasileiro fechou em torno de R$ 3,0 bilhões. Com efeito, analisando de forma segmentada, sabemos que a movimentação se deu da seguinte forma:  bionematicidas – R$ 1,2 bilhão (40%); bioinseticidas – R$ 750 milhões (25%); inoculantes – R$ 660 milhões (22%); biofungicidas – R$ 390 milhões (13%). Ocupando o terceiro lugar, os inoculantes estão transformando o cenário na cadeia comercial da fixação de nitrogênio dia a dia. No final de 2022, a Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes anunciou mudanças que visam intensificar a aproximação do mercado de insumos biológicos. Como resultado, o grupo pretende facilitar a criação de oportunidades e iniciativas de contribuição em pesquisas, bem como apoiar esforços por regulamentações fundamentais para o desenvolvimento do setor. Já no caso da primeira posição, várias as razões colocam os nematicidas no topo do pódio. Entre outros fatores, o custo-benefício e os excelentes resultados que eles conseguem alcançar no combate a nematoides, especialmente em culturas como a da soja. Neste caso específico, eles são responsáveis por cerca de 90% dos investimentos dos agricultores que estão combatendo a praga. A ação dos nematicidas biológicos também é muito eficaz em outros cultivos de destaque no Brasil, sobretudo milho, algodão e café  – portanto, é bem possível que mantenham a 1a posição no ranking brasileiro por algum tempo. Como parte do mercado de insumos biológicos, a Agrivalle se motiva em promover a pesquisa e o desenvolvimento de produtos que unifiquem a qualidade dos alimentos, a produtividade das lavouras e a preservação do meio ambiente. Nossos pesquisadores chegaram a excelentes resultados, desenvolvendo biofertilizantes  (Algon, Implanta, Raizer), biofungicidas (Twixx-a, Shocker), inseticidas microbiológicos (Auin CE, Gr-inn) e outros produtos que já ajudam muitos produtores no Brasil. Para ser um deles, entre em contato com a gente.

3 pontos críticos da sojicultura

O plantio de soja é um dos pilares do agronegócio brasileiro, sendo uma atividade que, de maneira geral, se adapta bem a diferentes condições climáticas. Ainda assim, como acontece com outros grãos e plantas, podemos identificar alguns pontos críticos da sojicultura.  Já falamos que conhecer as pragas e doenças da cultura da soja é uma questão imprescindível, mas a lição não estaria completa sem o entendimento de fatores que acabam por contribuir com a incidência de patologias que ameaçam a plantação.  Ao identificar os pontos críticos da sojicultura, o agricultor passa a contar com um trunfo considerável, uma contribuição poderosa para que os esforços empenhados no plantio – da semeadura à colheita – resultem em grãos com alto padrão de qualidade e, consequentemente, bons lucros.                  Identificando pontos críticos da sojicultura São muitos os fatores que podem afetar a produtividade de uma plantação de soja. Já falamos, das pragas e doenças mais recorrentes neste tipo de lavoura. Dessa vez, vamos tratar de pontos críticos da sojicultura, aspectos cruciais para, antes mesmo do plantio, prevenir problemas e proteger a área de cultivo da ação de patógenos prejudiciais.                                         Tendo isso em mente, relacionamos três pontos de atenção: manejo, ciclo de crescimento e nutrição.                                             Manejo A criação de condições favoráveis ao cultivo da soja – assim como em tantas outras culturas – começa no planejamento do manejo, seguindo nas ações ao longo de cada etapa de crescimento da planta.  Aqui, antes de tudo,  as particularidades do terreno e da espécie a ser plantada ditam os procedimentos. A ideia é promover uma relação equilibrada, onde o solo e toda a dinâmica em torno dele contribuam com solução de pontos críticos da sojicultura. Naturalmente, a qualidade da terra é condição básica. Já do ponto de vista estrutural, é preciso considerar os riscos que a erosão e a compactação podem trazer à lavoura de soja.  Paralelamente, para amenizar os efeitos dos pontos críticos da sojicultura, é indispensável realizar uma verificação atenta a fim de assegurar que a área de plantio está livre de pragas. Lembrando que a soja não responde bem ao excesso de agrotóxicos, por isso, o ideal é optar por bioinsumos sempre que possível. Mais uma ação de manejo que a soja compartilha com outros cultivos é a rotação de culturas, sempre com cuidado para, nos intervalos, ocupar um solo com plantações que mantenham as condições favoráveis para o próximo ciclo do grão. Também é preciso considerar que estamos falando de uma cultura de ciclo duplo, ou seja, que pode ser cultivada em duas safras durante o ano, o que exige precauções extras.     Por fim, a alta densidade de plantio pode favorecer a proliferação de patógenos, além de dificultar o acesso dos agentes de controle biológico às plantas afetadas, agravando pontos críticos da sojicultura.        Ciclo de crescimento Podendo sofrer alterações de acordo com a região e as condições climáticas, o ciclo de crescimento da soja chega a variar de 100 a 160 dias, o que é considerado longo na agricultura. De fato, existem variedades de ciclos mais curtos, conhecidas como “soja de ciclo precoce”, mas, hoje, vamos nos concentrar nas espécies tradicionais. O que torna o ciclo de crescimento um dos pontos críticos da sojicultura é a suscetibilidade provocada pelo tempo, especialmente considerando que o período de exposição da planta pode superar o de uma  estação climática. Da semeadura à colheita, à medida que os dias passam, a soja é submetida a uma considerável variedade de situações. Quanto mais tempo passa no campo, maior é a probabilidade da planta ser afetada por fatores desgastantes e estressantes, como variações climáticas, pragas, doenças, competição entre plantas daninhas e outros problemas que podem afetar a produtividade.           Nutrientes e água  O cultivo da soja requer alta disponibilidade de nutrientes e água. A mínima deficiência de tais elementos, sobretudo em alguns períodos, pode levar a desequilíbrios, abrindo as portas para diferentes ameaças à lavoura e, até mesmo, potencializando a carga dos pontos críticos da sojicultura. Para o desenvolvimento de grãos de qualidade, o cardápio é vasto e exigente, com destaque para macronutrientes como nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). A soja precisa, ainda, de cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S), bem como micronutrientes, incluindo zinco (Zn), ferro (Fe), manganês (Mn), cobre (Cu) e molibdênio (Mo). Tudo isso precisa chegar à planta de forma balanceada, o que exige, entre outras medidas, monitoramento dos níveis de nutrientes no solo, com suplementação sempre que necessário. Assim como outros grãos, a soja é sensível à deficiência de água. O estresse hídrico é ainda mais preocupante quando ocorre em estágios críticos do desenvolvimento, como no crescimento vegetativo e de formação de vagens. Nestes contextos, há riscos reais de redução na produtividade, com queda no número e no tamanho dos grãos –  em casos extremos, podem ocorrer perdas significativas na colheita.     Aliados do sojicultor A soja é um grão único e multifacetado, cheio de particularidades. Quando olhamos para elas com mais atenção, conseguimos ampliar a assertividade no tratamento dos pontos críticos da sojicultura. Nesse sentido, a multifuncionalidade dos insumos biológicos é uma grande aliada do produtor. Um bom exemplo disso é o Algon, que traz, em sua formulação, nutrientes essenciais para a soja – N e Mg – e oferece segurança para seu desenvolvimento vegetativo. O Profix, por sua vez, é um nematicida microbiológico capaz de atuar no controle da praga em diferentes estágios de vida, mas sua ação na biota do solo vai além, contribuindo com a distribuição de água para a planta. No portfólio da Agrivalle, há vários insumos que podem ajudar a sanar pontos críticos da sojicultura. Entre em contato e vamos te apresentar soluções que impulsionarão a produtividade de sua lavour

Show Safra 2023 – as vantagens da adoção de bioinsumos e seus diferenciais

O portfólio de sucesso da Agrivalle estará em evidência Show Safra 2023, reforçando a eficácia e sustentabilidade dos bioinsumos no combate às mais diversas pragas que afligem o produtor rural.  Durante a próxima edição deste importante evento, que acontece entre  entre os dias 21 a 24 de março, em Lucas do Rio Verde (MT), a empresa vai compartilhar com os visitantes seu propósito de fomentar a agricultura regenerativa e a multifuncionalidade dos insumos biológicos. A Agrivalle participará do Show Safra 2023 com seu time de especialistas, que vai incentivar o público presente a olhar mais atentamente para o solo.  Com objetivo de conscientizar e impulsionar a discussão sobre a importância da adoção de bioinsumos e seus diferenciais produtivos nas lavouras, o estande da Agrivalle aposta em tecnologia a fim incentivar os visitantes a conhecerem mais sobre a origem e composição da terra. Para isso, haverá um grande microscópio mostrando uma plantação com auxílio da realidade virtual, uma ferramenta poderosa quando se trata de aprendizado.  Assim, com esse recurso lúdico e educativo a empresa espera que, durante a experiência, o visitante do Show Safra 2023 tenha a oportunidade de não só observar a análise metagenômica dos microorganismos presentes no solo, como de se conscientizar da importância desse tipo de estudo para identificar e quantificar a variedade de vida presente na terra que ele próprio cultiva. Um ponto de vista único na Show Safra 2023 Danilo Brigatti, diretor Comercial da Agrivalle, conta que no estande os visitantes poderão mergulhar em uma área de cultivo. “A ideia é mostrar um novo tratamento da terra, apresentando um ponto de vista ímpar, único e imersivo, proporcionando ao visitante conhecer mais sobre a origem e composição do solo de uma lavoura”, explica.  Além da experiência em realidade virtual, durante todos os dias da Show Safra 2023, a equipe de consultores da Agrivalle estará à disposição para orientar sobre as inúmeras funcionalidades dos insumos biológicos, sua contribuição para a agricultura regenerativa e eficácia para diferentes culturas. “Será uma excelente oportunidade para conhecer mais de perto o potencial dos bioinsumos, suas variedades e adequações. Afinal, somos uma empresa que utiliza as ferramentas da natureza para criar soluções customizadas, regenerativas e em escala para atender as necessidades dos produtores e do meio ambiente”, comenta Brigatti.  Durante o Show Safra 2023, os consultores da Agrivalle estarão no estande da companhia, prontos para receber os visitantes e apresentar o amplo portfólio de produtos biológicos da empresa, repleto de soluções capazes de proporcionar proteção, ativação, potencialização e revitalização do solo. São biofertilizantes (Algon, Implanta e Raizer), biofungicidas (Twixx-a e Shocker), inseticidas microbiológicos (Auin CE e Gr-inn) entre outros produtos que podem potencializar a produtividade em sua área de cultivo e transformar sua relação com o meio ambiente. Esperamos você em nosso estande!!       Sobre a Agrivalle Há 19 anos no mercado, a Agrivalle, indústria de bioinsumos agrícolas, é referência em sistemas regenerativos e propõe soluções inovadoras, transformadoras e sustentáveis baseadas em um amplo portfólio multicultura e multifuncional. Localizada em Indaiatuba (SP), tem 80 mil m² de área total e capacidade produtiva superior a 35 milhões de quilo/litros por mês.  Um dos maiores investimentos da Agrivalle é na área de pesquisa e desenvolvimento. A empresa conta com um dos maiores bancos genéticos de microrganismos do país, com mais de 800 cepas próprias e potencial biotecnológico ilimitado. Os mais de 300 funcionários trabalham com o objetivo de impulsionar a produtividade no campo, promover uma agricultura mais lucrativa para o agricultor e de forma sustentável. O portfólio contempla defensivos biológicos e bioestimulantes. A Agrivalle acredita na vida como fonte geradora de vida e quer colaborar com o aperfeiçoamento da qualidade dos solos, da planta, do ecossistema e sua regeneração. Informações para a imprensa: ComTexto Comunicação Integrada Maricy Celebroni – maricy@ctexto.com.br  Tel: (16) 99766-2825 Paula Cardoso – paula@ctexto.com.br Tel: (16) 99785-7001  

Cigarrinha-do-milho – uma praga, diversas ações

A cigarrinha-do-milho, também conhecida como cigarrinha-verde, é uma das principais pragas que pode acometer o milharal. Seu cardápio de prejuízos varia de acordo com a fase de vida do inseto, mas sempre leva ao mesmo desfecho: queda na produção e na qualidade dos grãos. Para controlar o problema, há várias técnicas, como rotação de culturas, limpeza do solo, eliminação de plantas infestadas, aplicação de bioinsumos, entre outras. O ideal, no entanto, é adotar uma estratégia que combine várias destas opções e considere a fase de desenvolvimento do inseto.     Cada fases, um dano  Durante seu ciclo de vida, a cigarrinha-do-milho passa por três fases – ovo, ninfa e adulto – e pode causar danos significativos em todas elas. Tudo começa quando a fêmea deposita seus ovos nas folhas, geralmente na região próxima às nervuras. Durante seu período de vida, cada fêmea pode depositar de 100 a 300 ovos, sendo eles brancos, alongados e com cerca de 1 mm de comprimento. Dessa forma, quando ocorre uma infestação elevada, eles ocupam uma área grande o bastante para prejudicar a fotossíntese, o que resulta no enfraquecimento da planta.   Assim que o ovo eclode, a cigarrinha-do-milho se desloca para o solo, já que é aí que encontra seu alimento preferido nesta fase, quando é chamada de ninfa e se alimenta sugando a seiva das raízes. Estas, por sua vez, pouco a pouco, perdem a capacidade de absorver nutrientes, afetando a produtividade do milharal.  Isto porque a sucção da seiva das raízes prejudica a absorção de nutrientes e água, inibindo o desenvolvimento da planta, podendo, inclusive, levá-la à morte, tamanho o impacto que a cigarrinha causa. Enquanto isso, as ninfas se fortalecem e alcançam vários estágios de desenvolvimento (os ínstares), em que mudam de tamanho e de cor, até ganharem asas, marco da entrada na fase adulta.     A fase adulta é o quinto estágio de vida da cigarrinha-do-milho. A esta altura, ela tem cerca de 6 mm de comprimento, é verde amarelada, com asas transparentes e manchas pretas. Logo que ganham asas, elas voltam para seu lugar de origem, a parte aérea da planta, onde chegam a viver em torno de 20 a 30 dias, se alimentando das folhas e colmos do milho.  Enquanto se nutre, a cigarrinha adulta causa diversas lesões nos tecidos da planta, muitas vezes reduzindo a área de foliar disponível para a fotossíntese. Além disso, esta praga é fator de risco para outras patologias , já que é um é comum que transmita doenças virais para a vegetação.     Controle da cigarrinha-do-milho É importante destacar que os danos provocados por este inseto podem ser agravados em condições climáticas favoráveis a seu desenvolvimento – tais quais altas temperaturas e baixa umidade – assim como em áreas onde o milharal já está enfraquecido devido a outras causas, como deficiências nutricionais ou estresse hídrico. Isso reforça a indicação de medidas de manejo integrado a fim de reduzir a incidência da cigarrinha-do-milho e minimizar seus danos.  Dentro de um mix de técnicas de manejo, a rotação de culturas contribui com o controle da incidência do inseto, desde que a escolha das espécies na rotação se restrinja a plantas que não sejam hospedeiras da cigarrinha. Lembrando que esta é uma praga polífaga, ou seja, ela se alimenta de outras culturas além do milho, como sorgo, cana-de-açúcar, arroz, trigo, centeio, cevada e algumas espécies de capim. Estas são, portanto, culturas que não devem ser rotacionadas com um milharal. Além disso, o produtor pode buscar cultivares de milho que sejam resistentes ou tolerantes à cigarrinha, em outras palavras, que cultivares que têm capacidade para suportar o modo de alimentação da praga sem sofrer danos significativos.  Agregar o uso de inimigos naturais da cigarrinha-do-milho em seu combate é uma medida indispensável no mix de técnicas para controle da praga, sendo especialmente eficaz em reduzir a população do inseto.     Neste sentido, os pesquisadores da Agrivalle chegaram à formulação do Auin CE, um bioinseticida líquido à base de Beauveria, fungo muito comum em solos de todo o mundo e que, por isso, consegue atuar sem causar grandes abalos à biota local. Se sua lavoura vem sofrendo com a cigarrinha-do-milho, peça orientações a nossa equipe.

Programa +Biota – biota do solo no comando das decisões

biota do solo

A biota de um solo é o maior tesouro de um agricultor. Mas, por incrível que pareça, poucos são os produtores que conhecem a fundo a área que cultivam. Com isso, acabam perdendo oportunidades e deixam de tirar o melhor proveito de suas plantações, inclusive em termos financeiros. Para mudar isso, precisamos trazer um pouco mais de amplitude à maneira como pensamos a agricultura.  Este é o propósito do Programa +Biota, desenvolvido pela Agrivalle. Ele se concentra na base de qualquer plantação – a terra – a fim de garantir um impacto positivo no agroecossistema, investindo em sua biodiversidade e buscando garantir as propriedades estruturais do solo. O ponto de partida do Programa +Biota é uma análise minuciosa da área de cultivo, especialmente dos organismos vivos que se desenvolvem no solo. Estes seres são responsáveis, não só por sua composição orgânica, mas por boa parte dos processos que nele ocorrem, impactando, inclusive, na produtividade da lavoura. O poder do coletivo na biota do solo Se procurar no dicionário (ou na Wikipedia), você vai ler que biota (do grego, bíos = vida) é o conjunto de seres vivos que habita um ambiente geológico. Aqui, temos que considerar que a sobrevivência de qualquer ser tem relação direta com fatores abióticos – como luz, umidade, clima etc. Assim, a partir das condições da região onde se encontra, uma biota específica se desenvolve em cada solo. São as relações de interdependência que os organismos ali presentes desenvolvem que determinam como ele será.  Munido do conhecimento de tais relações, o agricultor pode usá-las a seu favor. Da mesma forma, adquire capacidade para prevenir problemas, afinal, as interações entre os microorganismos que vivem no solo podem seguir os mais diversos caminhos, havendo possibilidade de situações de parasitismo, de epifitismo etc. Isso é determinante para a proliferação de vida no local, e é justamente aí que o produtor encontra perspectivas para otimizar suas ações. Programa +Biota Desenvolver soluções para o agro a partir de relações ecológicas é uma das especialidades da Agrivalle. Desde 2003, temos visto agricultores adotarem as mais variadas estratégias em suas plantações. Tal experiência nos mostrou como a saúde de uma área de cultivo está intensamente relacionada à coordenação da dinâmica que se dá na biota do solo com toda e qualquer interferência que fazemos nele.  Foram estes pensamentos que nos levaram à criação do +Biota. Nele conseguimos articular práticas e conceitos em total consonância com nossos propósitos, resultando num programa que gira em torno do equilíbrio biológico na plantação. Na prática, de maneira resumida, podemos dizer que alcançamos tal ideal a partir da caracterização dos solos e dos cultivos a fim de apoiar produtores na tomada de decisões sobre como fazer o manejo de sua lavoura.  Para isso, antes de tudo, mapeamos os problemas presentes em solos e plantas, focando naqueles que, de alguma forma, impedem o aumento de produtividade. Na conclusão desta etapa, temos um panorama dos fatores impeditivos e podemos planejar melhor como lidar com eles. Tudo é analisado a fundo e com rigor científico, de modo que o agricultor terá mais segurança para conduzir a operação e tomar decisões. Dessa forma, o +Biota pretende dar ao agricultor a consciência exata do contexto onde sua plantação se desenvolve, de modo que ele terá base para decisões mais assertivas. Sabendo o que a biota do solo oferece – sejam benefícios ou armadilhas – ele pode fazer a melhor composição, definindo quais insumos vai utilizar, quais técnicas vai aplicar etc.  É claro que um projeto como este não se encerra da noite para o dia. Trata-se de uma empreitada de longo prazo, iniciada em 2019 e, por enquanto, ativa apenas em alguns clientes. Mesmo assim, já estamos colhendo bons frutos e aprendizados, que vamos dividir numa série de posts aqui.