Agrivalle Markets 13: Dezembro de 2022

Nosso boletim de dezembro de 2022 em parceria com a Agrivalle começa agradecendo a vocês, produtores, profissionais do agro, pesquisadores – e outros – que nos acompanham mensalmente por aqui. Esperamos ter contribuído com a sua jornada neste ano e desejamos um excelente 2023 de muito trabalho e resultados! E vamos ao resumo dos fatos que marcaram o setor em novembro e também nos últimos dias desse ano.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado no início de dezembro de 2022 indicou alta de 0,41% no mês de novembro, abaixo do registrado em outubro (0,59%). Com isso, a inflação acumulada nos últimos 12 meses está em 5,90%, menor taxa dos últimos 21 meses. Em 2022, o IPCA acumula 5,13%. 

Entre os nove grupos acompanhados pelo indicador, sete tiveram alta no mês passado: alimentação e bebidas (+0,53%); habitação (+ 0,51%); vestuário (+1,10%); transportes (+ 0,83%); saúde e cuidados pessoais (+ 0,02%); despesas pessoais (+ 0,21%); educação (+ 0,02%); artigos de residência (- 0,68%); e comunicação (-0,14%). 

No grupo dos “Transportes”, a alta é justificada especialmente pelo aumento nos preços dos combustíveis (etanol cresceu 7,6% e a gasolina 3,0%). Nos alimentos, as duas maiores variações foram a cebola (+23,0%) e o tomate (+ 15,7%) e as duas principais quedas foram o leite longa vida (- 7,09%) e o frango (- 1,75%). 

Com relação aos indicadores da economia brasileira, divulgados pelo boletim Focus/Bacen de 16 de dezembro de 2022, percebe-se certa estabilidade no mercado. De acordo com o relatório, o IPCA deve fechar o ano em 5,76% (queda), enquanto que no ano seguinte espera-se 5,17% (aumentou). Já o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) está projetado em 3,05% para este ano e em 0,79% para o próximo (ambos em estabilidade). 

A taxa Selic foi mantida em 13,75% para 2022 e em 11,75% para 2023 (ambos estáveis), enquanto que o câmbio deve se sustentar nos R$ 5,25 no fechamento deste ano e 5,26 em 2023. Importante monitorar como o mercado irá reagir às indicações dos ministérios para o novo governo.

Preços no mundo

Conforme divulgado no começo de dezembro de 2022, em âmbito global, os preços dos alimentos mantiveram a tendência de queda no mês de novembro, após atingir o ápice em março de 2022. O Índice de Preços de Alimentos da FAO (Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) alcançou 135,7 pontos no mês, uma redução marginal de 0,15% frente a outubro (135,9 pontos), o que representa o oitavo mês consecutivo de quedas. No entanto, quando comparado a novembro de 2021, o indicador ainda está 0,3% maior. 

Dentre os segmentos que compõem o índice, cereais tiveram queda de 1,3%, com impacto significativo do trigo, o qual recuou 2,8% graças à renovação do acordo que permite a Ucrânia utilizar a rota no Mar Negro para escoamento; as carnes tiveram decréscimo de 0,9%; e os lácteos caíram 1,1%. 

Óleos vegetais e açúcar foram na contramão, com aumento dos preços em 2,3% e 5,2%, respectivamente. No primeiro caso, houve forte demanda pela matéria-prima para biocombustível, o que impulsionou o preço. Já com relação ao adoçante, a valorização do etanol no Brasil gerou pressão positiva sobre os preços globais do açúcar.

Fertilizantes russos mais caros

A indústria de fertilizantes russa deverá ganhar um novo detrator de suas margens, o que deve influenciar nos preços finais do insumo. O governo de Putin estabeleceu a cobrança de um tributo inédito sobre a tonelada de NPK exportada – consiste em uma alíquota de 23,5% sobre a diferença do preço praticado do fertilizante e o preço referência de US$ 450,00. 

A decisão tem como objetivo equilibrar as contas do governo russo, as quais estão abaladas pelos gastos com a guerra contra a Ucrânia. Dessa forma, a StoneX já estima um repasse desse custo adicional aos mercados consumidores, com cotações de ureia e fosfatados 20% superiores no começo de 2023.

Conab anuncia produção recorde

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lançou sua 3ª estimativa para a safra brasileira de grãos de 2022/23 e as notícias continuam sendo boas. Houve apenas um pequeno reajuste de -0,3% frente ao número de novembro, mas a expectativa é de uma produção recorde de 312,2 milhões de t, 15,0% superior ao colhido no último ciclo. Quanto à área, estima que serão cultivados 77,0 milhões de ha, o equivalente a um crescimento de 3,3%. 

Desdobrando as culturas, na soja espera-se volume de incríveis 153,5 milhões de t (+22,2%), considerando uma área de 43,4 milhões de ha (+4,6%). O milho deve somar área semeada de 22,3 milhões de ha (+3,5%), totalizando uma produção de 125,8 milhões de t (+11,2%), sendo 27,2 milhões de t advindos da safra verão (19,8%) e os 98,6 milhões de t (80,2%) restantes atribuídas à 2ª e 3ª safra. 

Já na cultura do algodão, a produção de pluma deve se aproximar das 3,0 milhões de t (+16,6%) em uma área de 1,6 milhão de ha (+2,3%). Por sua vez, as culturas de inverno deverão entregar 11,4 milhões de t (+21,8%), com grande destaque para o trigo, que deve somar volume de 9,6 milhões de t (+24,4%) em área de 3,1 milhões de ha (+11,6%). Seguimos com um cenário de boas perspectivas!

Também divulgado pela Conab, o boletim de acompanhamento da safra indica que o plantio de soja está praticamente concluído no país: até 10 de dezembro de 2022, o progresso era de 95,9% (contra 96,6% há um ano). O Rio Grande do Sul ainda se encontra com 85,0% das áreas plantadas (o mesmo percentual de um ano atrás); e o Maranhão está com 68,0% (há um ano era de 70,0%). Todos os demais estados já superam os 90% ou já concluíram as operações.

No milho 1ª safra, o ritmo de plantio está um pouco abaixo, mas segue próximo do desempenho de 2021/22. Até 10 de dezembro de 2022, 76,6% das áreas totais para o cereal foram semeadas (era de 80,6% na mesma data de 2021). São Paulo, Minas Gerais e Paraná já concluíram as operações. No Rio Grande do Sul o ritmo é de 88,0% (90,0% há um ano) e em Goiás temos o maior atraso, com 71,0% das áreas plantadas (em 2021/22, as operações já estavam finalizadas nesta época). 

Sobre o estádio fenológico das lavouras, temos a seguinte situação: na soja, 4,1% dos campos ainda estão em emergência, 64,3% em desenvolvimento vegetativo, 17,8% em floração e 13,8% já em enchimento de grãos; no milho 1ª safra, 7,1% das lavouras se encontram em emergência, 69,1% em crescimento vegetativo, 13,8% em floração, 9,5% em enchimento de grãos e apenas 0,5% em maturação.

Bons ventos climáticos

Já em relação às condições hídricas, de acordo com a Conab, até o dia 19 de dezembro de 2022, a maior parte das regiões produtoras devem seguir com condições favoráveis. A exceção se dá apenas para o Rio Grande do Sul, que deve ter áreas com restrição para a soja em boa parte do estado; e áreas com restrição para o milho 1ª safra, com maiores impactos na região sul do estado. 

Ainda sobre o clima, uma boa notícia é que as chances de neutralidade do La Niña no início de 2023 (janeiro a março) subiram para 71%, segundo o NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional). Esta avaliação indica que deveremos ter condições sazonais comuns no período, sem grandes impactos.

Perspectivas positivas para a soja

Com a colheita recorde de soja, estimada em 153,5 milhões de t para o próximo ciclo, a Abiove (Associação Brasileiras das Indústrias de Óleos Vegetais) projetou avanços significativos tanto no processamento quanto nas exportações da oleaginosa em 2023. O esmagamento deve totalizar 52,5 milhões de t, 5,6% superior ao de 2022, gerando 40,2 milhões de t de farelo (+5,8%) e 10,7 milhões de t de óleo (+5,9%). 

Já os embarques internacionais do grão devem alcançar patamares históricos de 93 milhões de t (+20%). Dessa forma, o complexo soja com um todo deve entregar receita recorde de US$ 65,8 bilhões (+11%). Fica aqui nossa torcida para os números se concretizarem!

Relatório do USDA de dezembro de 2022

No cenário internacional, o relatório de dezembro de 2022 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a safra global de grãos de 2022/23 trouxe poucas novidades para a soja no comparativo com o do mês passado. Houve um ligeiro incremento na oferta global, agora estimada em 391,17 milhões de t contra 390,53 no mês passado, o que representa um crescimento de 10,0% no comparativo ao ciclo 2021/22. Consequentemente, os estoques também aumentaram de 102,17 milhões de t (novembro de 2022) para 102,71 (dezembro de 2022) (+7,5%). 

Com relação aos principais produtores, os números não tiveram alterações: Brasil deve manter oferta em 152 milhões de t (+19,7%); enquanto Estados Unidos e Argentina devem produzir 118,27 milhões de t (-2,7%) e 49,5 (+12,8%), respectivamente.

Já os indicadores do milho sofreram alterações pontuais. A produção global do cereal foi reduzida de 1.168,39 bilhão de t (novembro) para 1.161,86, o que configura uma queda de 4,5% em relação à 2021/22. O impacto também foi refletido nos estoques, agora avaliados em 298,4 milhões de t (contra 300,76 do relatório passado) (+2,8%). 

O relatório de dezembro de 2022 do órgão americano também não projetou modificações nos números dos principais produtores: Estados Unidos mantiveram 353,84 milhões de t (-7,6%); China continua com 274 milhões t (+0,5%); e Brasil estabiliza suas 126 milhões de t. A maior mudança vem no quadro da Ucrânia, com redução de 4,5 milhões de t entre os últimos relatórios, devendo produzir 27 milhões de t (-35,9%).

Recorde nas exportações

Conforme divulgado em dezembro de 2022, as exportações do agronegócio brasileiro em novembro alcançaram a cifra de US$ 12,6 bilhões, crescimento de 51,2% no comparativo com o mesmo mês de 2021 e o 11° recorde mensal. Além da alta nas receitas, os volumes embarcados também cresceram: somaram 19,3 milhões de t, 49,9% a mais. Entre as categorias mais exportadas, o Complexo Soja (1°) ficou na liderança com receita de US$ 2,74 bilhões (+ 31,9%), sendo que a soja em grão vendeu US$ 1,62 bilhão (+ 22,3%). 

Na sequência aparecem Carnes (2°), que registraram receita de US$ 1,92 bilhão (+ 47,2%), dos quais a bovina vendeu US$ 870,0 milhões (+ 76,0%), a de frango US$ 762,1 milhões (+ 29,0%) e a suína outros US$ 228,12 milhões (+ 35,3%). Em 3° estão os Cereais, Farinhas e Preparações, com receita total de US$ 1,86 bilhão (+ 243,8%), com grande destaque para o milho que vendeu US$ 1,73 bilhão (+ 255,8%). 

O Complexo Sucroalcooleiro aparece em 4°, com receita de US$ 1,83 bilhões (+ 83,5%), sendo que o grande destaque foi para a participação do açúcar com transações que somam US$ 1,66 bilhões (+ 78,5%). Por fim, em 5°, temos os Produtos Florestais que venderam US$ 1,35 bilhões (+7,4%). Nas importações, o setor comprou US$ 1,48 bilhão em novembro (+ 2,2%), o que possibilitou um saldo positivo na balança comercial de US$ 11,16 bilhões, 61,5% superior ao saldo de novembro passado.

Olhando em detalhe para o milho, um dos principais destaques da balança comercial em novembro, as exportações somaram 6,06 milhões de t no mês, alta de 222,3%. Já as receitas cresceram ainda mais, 255,8%, fechando em US$ 1,73 bilhão.  Com isso, o valor da tonelada exportada do cereal ficou em US$ 285,54, crescimento de 40% (em novembro passado era de US$ 203,84). No acumulado do ano (jan. a nov.) já exportamos 37,17 milhões de t de milho (+118,8%) e arrecadamos US$ 10,36 bilhões (+ 209,7%).

Apesar da euforia nos últimos meses com o incremento das exportações de milho para o mercado chinês, Pequim tem projetado planos para reduzir as importações do cereal em mais de 20 milhões de t até 2031 (hoje o volume é de 28,4), segundo informações do relatório “China Agricultural Outlook 2022-2031” da InvestSP. Dessa forma, o país asiático quer revitalizar a indústria de sementes, apostando em biotecnologia e na aprovação de transgênicos para alavancar sua produção em 2% ao ano, chegando a 2031 próximo a autossuficiência (produção de 324 milhões de t vs consumo de 328,2).

Estimativas para 2023

No Brasil, o Mapa atualizou as suas previsões para o Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuário em 2022, para R$ 1,185 trilhão, leve queda 0,1% na comparação com 2021. A redução é justificada pela renda menor para as cadeias da pecuária, que devem somar R$ 372,4 bilhões neste ano (-1,5%), já que na produção agrícola o resultado será de R$ 813,1 bilhões (+ 0,7%). 

Para 2023, a estimativa mais recente do Mapa é de um VBP total em R$ 1,256 trilhão (+ 6,0%), com as cadeias agrícolas respondendo por R$ 873,04 bilhões (+ 7,4%) e as de produção animal com R$ 383,7 bilhões (+ 3,0%). Vamos torcer para que os preços se mantenham em níveis elevados para trazer boa rentabilidade aos nossos agricultores!

Ainda sobre a questão econômica no agro, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê um cenário que varia de estabilidade até um crescimento de 2,5% no PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio em 2023. Segundo a entidade, apesar das perspectivas boas para preços, os custos de produção devem continuar elevados (e para algumas cadeias crescer ainda mais) no próximo ano, o que deve trazer um cenário mais desafiador. Vale lembrar que a CNA já havia indicado a queda de 4,1% no PIB do setor em 2022 por conta dos custos elevados no campo.

Em novembro, o Ministério da Agricultura divulgou o relatório completo sobre o futuro da produção agropecuária no país; é o estudo “Projeções do Agronegócio, Brasil 2021/22 a 2031/32”. Nós já havíamos trazido alguns dados iniciais em nossa coluna, no meio do ano, mas vamos aos novos números. 

De acordo com o relatório, a produção de grãos deve sair dos atuais 271,2 milhões de t (2021/22), para 370,4 milhões de t em 10 anos (2031/32), salto de 36,6% ou 99 milhões de toneladas adicionais. Já a área plantada de grãos deve crescer em proporção menor, de 17,0%, saindo de 74,3 milhões de hectares (2021/22) para 86,9 milhões de hectares em 2031/32, 12,6 milhões de hectares adicionais.

No comércio internacional, o Mapa projeta o seguinte para as exportações do setor até 2031/32: o algodão em pluma deverá vender 2,64 milhões de t (+ 38,6%); o milho, 46,32 milhões de t (+ 25,2%); e a soja em grão, 114,92 milhões de t (+ 48,9%).

Neste início de dezembro de 2022, o Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) também divulgou a 2ª reestimativa da safra de laranja no cinturão citrícola São Paulo e Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais, principal região produtora da cultura no país. Segundo a organização, 314,11 milhões de caixas (40,8 kg) serão produzidas em 2022/23, oferta que é 0,9% menor do que a expectativa inicial, redução justificada pelo regime de chuvas abaixo da média histórica no período.

A produção nacional de rações deve atingir 81,8 milhões de t em 2022, ligeiro avanço de 1,3% no comparativo com o volume do ano anterior, segundo dados do Sindirações (Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal). Alguns fatores como falta de insumos, preços elevados da matéria-prima, problemas logísticos e favorecimento das exportações frearam o crescimento da indústria. Mesmo assim, o segmento de pets, suínos e gado de corte registrou aumentos nos volumes de produção, equilibrando as quedas em aves de postura e leite.

Novidades sustentáveis

O Mapa liberou o registro de 45 defensivos agrícolas formulados neste final de 2022. Desses produtos, 15 tem aprovação para utilização na agricultura orgânica e outros 22 são de baixo impacto. Desde o início do ano, foram registrados 112 produtos de baixo impacto, os quais apresentam ingredientes biológicos, microbiológicos, bioquímicos, entre outros com menor nível toxicológico. Belo trabalho do Ministério provendo mais alternativas sustentáveis ao manejo das lavouras!

Ainda sobre biológicos, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que regulamenta a produção, comercialização e uso de bioinsumos agrícolas no Brasil. Como a proposta foi aprovada em caráter conclusivo, ela segue agora para o Senado Federal. O texto coloca o Ministério da Agricultura como responsável pela fiscalização e importação de bioinsumos para fins comerciais, bem como organizar o registro das empresas que produzem estes produtos no país.

Fechando a nossa análise mensal do agro, trazemos na sequência o detalhamento de preços para os principais produtos do setor na data de fechamento da nossa coluna. Na soja, considerando entrega em cooperativa do estado de São Paulo, fechou com R$ 172,60/sc para entrega em fev/23; e em R$ 170,80/sc para mar/23 e abr/23. 

No milho, o preço físico estava em R$ 80,80/sc e com futuros em R$ 91,36/sc para mar/23 e R$ 88,30 para jul/23. Para o algodão em pluma, a cotação base Esalq estava em R$ 177,28 por arroba. Demais produtos, tendo o Cepea/Esalq como fonte, registravam: boi gordo em R$ 292,20/@; café em R$ 1.020,37/sc; o trigo em R$ 1.758,92/t; e a laranja em R$ 32,29/cx.

 

Concluído o mês de dezembro de 2022, os cinco fatos do agro para acompanhar em janeiro são: 

  1. Clima sobre a safra brasileira de grãos 2022/23 e o desenvolvimento das lavouras. Como vimos, estamos indo muito bem e as chuvas devem ser regulares, mas cabe acompanhar a situação de perto no próximo mês, que será um dos meses mais importantes para os cultivos.
  2. Início da colheita de verão e do plantio da safrinha 2023. Janeiro já deve nos trazer os primeiros movimentos de transição entre os sistemas. Vale lembrar que os resultados da 2ª safra dependem em grande parte de como será o ritmo das operações neste momento.
  3. Olhar para os custos de produção (insumos, arrendamento e outros) da 2ª safra e também dos cultivos de inverno. Apesar da tendência de que os preços das commodities permaneçam em bons níveis, os investimentos no campo devem crescer e é necessário cautela na tomada de decisão. Preços dos insumos seguem caindo. 
  4. Início do novo governo no Brasil com o anúncio de programas, projetos, políticas públicas e dos possíveis nomes que ainda faltam para compor a equipe. Ficamos aqui na torcida para que haja bom senso e que a tomada de decisão seja o mais técnica possível. 
  5. Por fim, olhar também para toda a macroeconomia e conjuntura global. Neste final de ano vimos uma valorização do câmbio (chegou a R$ 5,32 em 12 de dezembro de 2022) e sabemos que teremos um ano complexo com menor crescimento econômico, inflação ainda alta e taxas de juros encarecendo investimentos. Essencial avaliar os resultados e o que vem pela frente e que o Brasil possa receber grandes investimentos internacionais.

O boletim Agrivalle Markets 13: Dezembro de 2022 foi escrito por:

Marcos Fava Neves é Professor Titular (em tempo parcial) das Faculdades de Administração da USP em Ribeirão Preto e da EAESP/FGV em São Paulo, especialista em planejamento estratégico do agronegócio. Acompanhe outros materiais na página DoutorAgro.com.

Vinícius Cambaúva é associado na Markestrat Group, formado em Engenharia Agronômica pela FCAV/UNESP e aluno de mestrado na FEA/USP em Ribeirão Preto – SP.

Beatriz Papa Casagrande é consultora na Markestrat Group, graduada em Engenharia Agronômica pela ESALQ/USP e aluna de mestrado na FEA/USP em Ribeirão Preto – SP.

 

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