Bioinsumos agrícolas, por que é o futuro da agricultura?

Bioinsumos agrícolas
Bioinsumos agrícolas, por que é o futuro da agricultura?

 
Os bioinsumos agrícolas são, cada vez mais, reconhecidos como alternativas-chave para o futuro da agricultura. Antes de tudo, eles apresentam dois requisitos extremamente valorizados: são ecologicamente amigáveis e não afetam a saúde das pessoas
Previsões endossadas por uma série de estudos, apontam o aumento do consumo mundial de alimentos. O consequente incremento na demanda, sem dúvida, vai pressionar a produção agrícola, mas a necessidade de maior oferta terá que se ajustar a outros desafios que já se impõem ao setor. Em paralelo, o meio-ambiente se firma como principal parâmetro para guiar as ações do agronegócio mundial.
Quando analisamos por esse ângulo, podemos seguir por muitas vias, contudo, provavelmente, a mais importante seja aquela onde reencontramos o conhecimento de que agricultura e preservação ecológica funcionam muito bem em conjunto. Só para citar um exemplo, aí está a agrofloresta e sistemas produtivos como o ILPF (integração Lavoura – Pecuária – Floresta) para nos provar.
Outra via por onde a preocupação com o meio-ambiente repercute na forma de conduzir negócios agrícolas está nas tendências de consumo. À medida que as pessoas abraçam a preferência por alimentos orgânicos, os agricultores sentem a pressão na demanda por esse tipo de produto.
A necessidade de produzir em escala é evidente, mas o aumento de volume precisa se dar dentro das condições que caracterizam tal classificação de alimentos. Isso exige uma revisão no mercado de insumos, a fim de chegar a soluções que corroborem com uma produção mais intensa e sem efeitos residuais.

Bioinsumos agrícolas – ponto de convergência

Independente de qual você considere a maior motivação para a agricultura sustentável, há um ponto onde todas convergem: os bioinsumos agrícolas. Além da consonância com a preservação do meio-ambiente, eles primam pela saúde das pessoas em todas as etapas – da aplicação ao consumo do alimento produzido. Vale lembrar que contam com baixíssimos níveis de toxicidade e não deixam resíduos no solo nem nos alimentos.
Uma parcela significativa da segurança e da contribuição dos bioinsumos agrícolas para o meio ambiente, tem raiz na etapa de desenvolvimento. Ela parte das relações entre organismos da natureza e aproveita suas dinâmicas no princípio ativo dos produtos. Assim, num fertilizante, por exemplo, em vez de somente acrescentar um elemento químico ao solo, os microrganismos benéficos ali presentes recebem estímulos para agir.

O que leva os bioinsumos agrícolas em direção ao futuro?

Resumidamente, os bioinsumos agrícolas conseguem, ao mesmo tempo, ser ecologicamente amigáveis, não afetar a saúde das pessoas e, ainda, contribuir com melhorias na produtividade. É com essa tríade que eles abrem caminho no presente e oferecem perspectivas para o futuro.
Mas há outros pontos a considerar, especialmente se mudarmos o ponto de vista, focando no uso indiscriminado de agroquímicos.
Só para ilustrar, nesse momento, há indicativos de que eles estão perdendo eficiência, sobretudo, por causa da alta pressão de seleção exercida sobre os organismos que têm como alvo. Some-se a isso a crescente popularidade e adesão a processos focados em rastrear, detectar, monitorar e analisar pesticidas presentes em alimentos.
Com efeito, o posicionamento dos insumos químicos tem muito a evoluir com o avanço de tecnologias que identificam e caracterizam novos biopesticidas, bem como de novas técnicas que analisam viabilidade, pureza e estabilidade de bioinsumos
Mesmo quando consideramos situações em que uma solução biológica ainda não é viável – como no caso dos herbicidas -, os agroquímicos podem ser otimizados. Os avanços em estudos que analisam a compatibilidade entre eles e insumos biológicos têm permitido uso simultâneo em muitas áreas de cultivo.
Diante de tudo isso, lideranças à frente de acordos mundiais sentem-se cada vez mais seguras para impor exigências sustentáveis em suas propostas; enquanto governos apostam em incentivos que impulsionem o agronegócio na direção certa para manter mercado. 
Paralelamente, legisladores vão reconhecendo que há condições para uma produção agrícola limpa, e regulamentações que atuem nesse sentido tendem a avançar. De certa forma, elas vão acabar fortalecendo outras regras, como aquelas voltadas para o gerenciamento de resíduos decorrentes da utilização de insumos químicos. Daí, novos custos serão atrelados à utilização desse tipo de produto.
Enfim, há alguns anos, os agroquímicos eram o braço direito do agricultor. Agora, quando lemos essas linhas, vemos o reflexo de muitas mudanças e aprendizados.

Bioinsumos agrícolas – porque este é o futuro da agricultura?

Sem dúvida, acontecimentos surpreendentes em curso nos últimos anos, aceleraram um movimento que já se desenhava há muito tempo.
Nesse contexto, nos tornamos testemunhas e agentes de transformações globais e determinantes. Assim, no papel de agentes, reconhecemos os desafios diante de nós e, pouco a pouco, estamos assumindo nossas responsabilidades. No agronegócio, é claro, não poderia ser diferente.
É assim que sentimos na Agrivalle. Uma de nossas grandes motivações, aliás, vem de ver as iniciativas que desenvolvemos, há alguns anos – pensando no futuro – em prática no presente, enquanto continuamos a lançar mais sementes para brotar em tempos que ainda virão. É a vida como fonte geradora de vida atuando diante de nossos olhos.

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