Ciclo da cana-de-açúcar – melhores dicas de produtividade

ciclo da cana-de-açúcar

Para a economia brasileira, o ciclo da cana-de-açúcar é estratégico, afinal ele tem reflexos em atividades que vão muito além do agronegócio. Açúcar, bioplástico, levedura, biocombustível, bioeletricidade – todos têm origem nas lavouras espalhadas pelo país, de onde saem para fazer a roda girar na indústria alimentícia, na de transporte etc. Com dimensões continentais, o Brasil tem dois períodos de safra. Um deles ocorre no centro-sul do país, começando em abril e terminando em novembro. O outro vai de setembro a março e acontece no norte-nordeste.  Sem dúvida, essa vantagem tem parte considerável em nossa liderança mundial na produção de cana, mas há outros fatores que contribuem com isso. O ciclo da cana-de-açúcar resulta em rendimentos bem elevados, apesar de perdas comumente registradas, especialmente na colheita. Para que elas não gerem grandes prejuízos, planejamento é crucial, bem como acompanhamento para garantir uma operação precisa. Aí está mais um fator que contribui com a liderança brasileira na produção de cana. Os cultivadores que atuam no Brasil têm perfil estratégico. Focados na produtividade, eles abraçam inovações que tragam melhorias para a lavoura e seguem algumas práticas que garantem resultados positivos.  Planejamento Planejamento é a chave de qualquer negócio, inclusive na agroindústria e no ciclo da cana-de-açúcar. Aqui, salientamos dois aspectos fundamentais e que podem repercutir na qualidade da colheita.  O primeiro é mais simples e fácil de controlar. Estamos falando das variedades de cana presentes no canavial. Como cada uma delas tem características particulares, o produtor precisa considerá-las na hora de planejar cada etapa da operação. Afinal, tais particularidades definem questões como demanda por água, tipo de nutrientes ideais, época da colheita etc. O segundo aspecto essencial no planejamento do ciclo de cana-de-açúcar refere-se ao clima. Sem dúvida, trata-se de uma questão cada vez mais imprevisível, embora já possamos encontrar no mercado soluções tecnológicas que auxiliam nesse desafio.  Tecnologia a favor do ciclo da cana-de-açúcar Quando falamos em tecnologia, o desenvolvimento de soluções para a agricultura se destaca. De máquinas a insumos, passando por ferramentas que monitoram a plantação e traduzem eventos em dados, o produtor pode contar com recursos quase ilimitados para dar suporte a decisões. No entanto, é preciso ter foco para buscar aquelas mais significativas para o tipo de cultivo em questão. No caso do ciclo da cana-de-açúcar, o maquinário sempre entra em pauta nas discussões sobre o tema. De fato, as máquinas utilizadas na condução da lavoura, especialmente na colheita, têm papel estratégico na cultura de cana, mas não estão sozinhas.  Os avanços da biotecnologia têm contribuído bastante com o ciclo de cana-de-açúcar. Do combate a pragas ao incremento da biomassa, a ação de bioinsumos vem sendo aliada da produtividade de canaviais em todo o mundo.  Preparando a área de plantio Com o planejamento em ordem e sabendo com quais recursos tecnológicos você conta, é hora de iniciar a parte prática do ciclo da cana-de-açúcar, que começa com a preparação da área de plantio. Nesse sentido, os aspectos nutricionais da terra e da espécie de cana a ser cultivada serão trabalhados, adequando o solo da melhor forma. Aqui, a biotecnologia pode aprimorar alguns processos naturais, restabelecendo relações entre microrganismos que compõem a biota.  Em paralelo, a aração e a gradagem merecem atenção máxima. O mesmo vale para o cultivo da soca, por mais que exija outros tipos de cuidado, principalmente no que tange à adubação em cobertura.  Por fim, todas as precauções precisam ser tomadas com foco na germinação. Ela precisa ocorrer da melhor maneira para que possamos garantir que a touceira seja forte e produtiva. Da mesma forma, na cana instalada, queremos soqueiras com perfeitas condições de restabelecimento, capazes de trazer alta produtividade. Espaçamento Um dos aspectos técnicos mais determinantes do manejo na cultura de cana é o espaçamento entre as plantas no talhão. Ele afeta diretamente a produtividade, já que é responsável pela forma como cada linha do canavial recebe luz, água e nutrientes.  Acontece que a fisiologia do vegetal depende disso para chegar às condições ideais para gerar mais açúcar. Portanto, o rendimento da cana moída varia de acordo com a espécie plantada e com o espaçamento adotado. Em paralelo, a distância entre as plantas nos canavial precisa ser adequada às máquinas que o produtor usa para conduzir a lavoura, em especial no momento da colheita. Respeito ao tempo O tempo é a maior autoridade no ciclo da cana-de-açúcar, só que ele não segue o calendário gregoriano. Por isso, o refratômetro é um aliado indispensável para o produtor de cana. Esse é o tipo de cultura em que há um momento bem específico para a colheita, e ele é definido pelo teor de açúcar da planta. Colher antes ou depois do ponto ideal ser atingido afeta a produtividade da área de cultivo. Por isso, o produtor usa o refratômetro para checar  amostras do colmo e verificar o índice de maturação. Ciclo de vida A colheita de uma safra de cana marca o início da preparação para a próxima. Nessa cultura, o trato do solo é ininterrupto, e o equilíbrio da biota é uma jornada contínua. Nela, o produtor conta com o comprometimento da Agrivalle. Nossa contribuição vem na forma de bioinsumos que, mesmo no controle de uma praga específica, considera o solo e suas necessidades, sempre prezando por uma relação saudável com todas as formas de vida que compõem a biota. Dessa forma, reduzimos o estresse da terra, viabilizando o prolongamento da vida útil da área de cultivo.  Entre nossos bioinsumos, alguns foram pensados especificamente para o ciclo da cana-de-açúcar e a terra que o recebe, de modo que podem colaborar com sua produtividade de maneira quase customizada. Conheça alguns: Profix – nematicida biológico com amplo espectro de ação por contar com três microrganismos diferentes em sua fórmula – Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis (bactérias) e Paecilomyces lilacinus (fungo). Com isso, ele atua de diferentes modos, sendo eficaz em controlar os nematóides em diversas fases de desenvolvimento. Shocker – fungicida biológico à base de duas bactérias e um fungo, resultado de anos de pesquisa

Agrivalle 06: maio de 2022

Nossa coluna mensal inicia trazendo os destaques para a economia brasileira, em maio de 2022 onde o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), chegou a 1,06% em abril, valor que é 0,56 ponto percentual menor que o índice de março (1,62%). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo dado, foi a maior variação para um mês de abril desde 1996. Com isso, o IPCA acumula alta de 3,3% em 2022, e de 12,1% nos últimos 12 meses. As maiores oscilações vieram de “alimentos e bebidas” e dos “transportes”; juntos, contribuíram com 80% do IPCA de abril. No grupo dos alimentos, as variações mais relevantes vieram com a batata-inglesa (+18,3%), o leite longa vida (+10,3%), o óleo de soja (+8,3%), o pão francês (+4,5%) e as carnes (+1,02%). Cenário de inflação de alimentos segue preocupante! O Boletim Focus (Bacen) do Banco Central, de 02 de maio de 2022 (o mais recente divulgado até o momento), indica: IPCA com variação de 7,9% em 2022 e de 4,1% ao final de 2023; PIB (Produto Interno Bruto) com crescimento de 0,7% em 2022 e 1,0% ao final do próximo ano; câmbio fechando em R$ 5,00 e R$ 5,04, respectivamente; e, por fim, a Selic em torno de 13,25% ao final de 2022 e em 9,25% ao findar 2023. A economia permanece com as previsões relativamente estáveis, sem melhorias. Vamos seguir de olho!No agro mundial e brasileiro, segundo a FAO (Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), o índice de preços de alimentos alcançou 158,5 pontos em abril, uma queda de 0,8% em relação a março, mês em que se havia registro do maior nível histórico. Apesar da baixa, que já representa um alívio, o indicador ficou 29,8% acima do que foi registrado em abril de 2021. O comportamento verificado em maio de 2022 é resultante da queda de 5,7% no índice dos óleos vegetais e de 0,7% nos preços de cereais. Por outro lado, os índices do açúcar, da carne e de laticínios cresceram 3,3%, 2,2% e 0,9%, respectivamente. Safra brasileira de grãos em maio de 2022 No 8° boletim mensal (maio de 2022) sobre a estimativa da safra brasileira de grãos em 2021/22, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a expectativa da oferta para o ciclo: de 269,3 milhões de t em abril para 271,8 milhões de t em maio (2,5 milhões de t a mais). Com isso, a produção brasileira nesta safra deve ser 6,4% maior do que em 2020/21. Os principais acréscimos em termos de volume, no comparativo com os valores declarados em abril, vieram com a soja (+1,4 milhão de t), o milho (+592 mil t) e o trigo (+223 mil t). Para a oleaginosa, a produção estimada em maio de 2022 foi de 123,8 milhões de t, 10,4% menor que o ciclo passado. No milho, a oferta total deve ficar em 116,2 milhões de t (+33,4%), sendo que a 1ª safra deve entregar 24,7 milhões de t (-0,2%), a safrinha outros 89,3 milhões de t (+47,0%) e a 3ª safra 2,2 milhões de t (+36,3%). No trigo, que também foi destaque para o mês de maio 2022, devemos produzir 8,13 milhões de t, 6,0% a mais do que no último ciclo. Os conflitos entre Rússia e Ucrânia e os altos preços do cereal no mercado internacional têm motivado os produtores brasileiros a cultivarem o grão, tanto que a área deve ser acrescida em 30 mil ha no Brasil. Por fim, para o algodão em pluma, a produção estimada é de 2,82 milhões de t, 19,5% a mais do que as 2,36 milhões de t do ciclo 2020/21. Na torcida para que o clima continue ajudando e estes números se concretizem!Ainda sobre o trigo, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia e Distrito Federal deverão plantar 280 mil ha do cereal na safra 2022/23, segundo a Embrapa Trigo, o que representa alta de 11,0% em relação ao ciclo passado, estimulada especialmente pela alta demanda e preços externos do cereal, resultados da guerra no Leste Europeu.No campo, a Conab estima que até 14 de maio de 2022, 96,8% da soja havia sido colhida no país contra 98,5% na mesma data do ano passado; Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins já concluíram as operações. No milho, a colheita da 1ª safra encontra-se com progresso de 80,1%; era de 73,2% no mesmo período do último ciclo. Já o plantio da 2ª safra foi concluído em todo país e as lavouras encontram-se nos seguintes estágios (média nacional): 50,4% está em enchimento de grãos; 26,9% sob floração; 6,9% ainda seguem em desenvolvimento vegetativo; e 15,7% já estão em maturação. No algodão, a Conab indica que a colheita foi iniciada nos estados do Mato Grosso do Sul e Bahia, mas o progresso ainda é lento (apenas 0,2%). Por fim, a safra de inverno do trigo está com 16,2% das áreas plantadas frente a 8,4% na mesma data de 2021; o cereal também larga na frente!Apesar do aumento nas estimativas da oferta de milho 2ª safra (pela Conab), a Consultoria AgRural reduziu suas projeções em 5 milhões de t para a região Centro-Sul entre abril e maio de 2022, por conta da falta de umidade em algumas localidades. Segundo a consultoria, a oferta do cereal deve ficar em 80,9 milhões de t; há 30 dias, a estimativa era de quase 86 milhões de t. As regiões mais afetadas pela falta de umidade são as áreas de plantio tardio no Mato Grosso e diversas áreas no estado de Goiás.O IBGE divulgou novas estimativas para a produção de café em 2022, indicando uma colheita de 56,1 milhões de scs (60 kg), crescimento de quase 15% em comparação com o ano passado. Desse total, 38,7 milhões de scs (ou 69%) são referentes ao café do tipo arábica; enquanto que os outros 17,4 milhões de scs (31%) serão colhidas do tipo robusta. Exportações e importações em maio de 2022 Em abril, as exportações do agronegócio brasileiro

Desafios da cultura da cana de açúcar – um combate sistêmico

Desafios da cultura da cana de açúcar

A cultura da cana de açúcar tem enfrentado desafios em diversas frentes nos últimos anos. De fato, a habilidade dos agricultores vem sendo colocada em cheque num ritmo alucinante.Enquanto abalos na economia ganham manchetes dos jornais, mudanças climáticas mobilizam discursos e mudam hábitos. Em paralelo, a guerra na Ucrânia levanta dúvidas no agronegócio mundial.  Só que, em meio a questionamentos sobre insumos, inflação, seca, chuvas e geadas fora de época, os problemas do dia-a-dia da cultura da cana de açúcar não deram trégua. Ao contrário, eles foram potencializados por questões climáticas e cresceram na escala de preocupação diante da crise de fertilizantes.  Contudo, podemos conduzir essa convergência no sentido inverso. Em outras palavras, temos a oportunidade potencializar e otimizar o uso de agroquímicos importados por meio de  insumos biológicos e, dessa forma, chegar a uma solução para a falta e custo crescente dos fertilizantes russos, além de, ao mesmo tempo, promover uma relação mais saudável com o meio-ambiente, contribuindo com as medidas para reduzir efeitos das mudanças climáticas. Desafio climático na cultura de açúcar  Em 2021, as variações de temperaturas foram extremas a ponto de afetar a cultura da cana de açúcar em várias regiões do Brasil. Com efeito, segundo a Conab, comparando as safras de 20/21 e 21/22, constatamos uma queda de 13,2% na produção.  Nos reports do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a dança climática ganhou um histórico intrigante. Um deles, por exemplo, mostra como, no mesmo dia, no final de junho/2021, geadas atingiram diferentes regiões do país. Fenômeno, aliás, que se repetiu em outros momentos do ano.  Já as chuvas, alternaram momentos de altas e baixíssimas intensidades. As secas foram fortes o bastante para gerar incêndios, afetando colheitas e solos. Em síntese, a cultura da cana de açúcar sofreu um reverse e tanto. As consequências são tamanhas que não só impactaram a safra 2021/2022 como devem repercutir na próxima. Em contrapartida, abriram ainda mais os olhos do agronegócio para a importância estratégica de contribuir com a redução das emissões de gás carbônico na atmosfera. O alto custo dos insumos O preço dos insumos, sem dúvida, tem sido um grande desafio para a cultura da cana de açúcar. Além da alta do dólar, a guerra da Ucrânia teve efeito acelerador na escalada de custos financeiros. No entanto, o custo ecológico vem se mostrando a principal cobrança para os canaviais.  Se nossa capacidade de ação é limitada no que tange a questões econômicas, o mesmo não pode ser dito sobre nossas responsabilidades ambientais. Temos que reconhecer a parcela que nos cabe na crise climática.  Certamente, grande parte da ação poluidora da cultura da cana de açúcar resulta da prática de queimadas, que já vem sendo combatida, inclusive com medidas legais que limitam sua ação. Entretanto, outra parte cabe a ações menos evidentes e, nesse sentido, alguns incentivos para uma agricultura sustentável começam a ganhar destaque. Uma abordagem sistêmica para a cultura da cana de açúcar A agricultura está entre as atividades econômicas mais antigas da humanidade. Muito antes de qualquer máquina ou insumo, o solo já produzia alimentos. Trata-se, portanto, de uma prática sustentável que foi aprimorada pelas inovações humanas.  Por muito tempo, tais inovações buscavam trazer novos elementos para impulsionar a capacidade produtiva da terra. Agora, o raciocínio mudou, e o que há de mais moderno no trato do solo é otimizar a atividade dos elementos que ele traz em si. Resumidamente, a ideia é ajudar a biota a gerar vida – ou, como falamos na Agrivalle, é reconhecer a vida como fonte geradora de vida e contribuir com isso. De tal convicção, nascem nossos produtos. Consideramos o solo, o que está plantado nele, as ameaças que afligem o agricultor e várias outras especificidades para oferecer soluções que ajam em harmonia com todo o contexto da plantação. Dessa forma, adotamos uma abordagem sistêmica para tratar a lavoura.  Fungos e nematóides são problemas comuns na cultura de cana de açúcar. O tratamento com agroquímicos é realizado há anos e, embora o resultado no objetivo principal – eliminar as pragas – seja positivo, há vários efeitos colaterais e outros pontos a considerar. Se a opção for por um agroquímico importado, é muito provável que ele tenha sido desenvolvido para um clima temperado e, ao ser usado em regiões tropicais, seu índice de eficiência pode se reduzir. Independente disso, seus resíduos ficam no solo, quase sempre em conflito com o ecossistema local. Mesmo ao escolher um produto de tecnologia nacional, a dinâmica dos elementos químicos no solo pode entrar em atrito com a os microrganismos e componentes orgânicos que da biota, o que pode levar à liberação de gás carbônico. No caso dos bioinsumos, aliamos os microrganismos dos produtos aos da biota do solo, fazendo com que o próprio solo absorva o que for gerado pelo contato entre os elementos envolvidos. Podemos, ainda, direcionar a aplicação de modo a promover harmonia e colaboração entre eles. Com isso, tratamos a terra a longo prazo e prolongamos sua vida útil, inclusive na cultura da cana de açúcar. Uma questão de composição Hoje, a Agrivalle produz cerca de 40 bioinsumos. A partir da formulação de cada um deles, recomendamos as melhores indicações de uso. Para isso, nossa análise vai além da ameaça a ser combatida, também levando em conta características específicas da área de cultivo bem como outras patologias e os produtos que já estão sendo aplicados em seu combate. Assim, chegamos a algumas composições praticamente customizadas para nossos clientes. No caso da cultura da cana de açúcar, por exemplo, verificamos a alta eficácia do uso de três produtos em conjunto: o bionematicida Profix e os biofungicidas Socker e Twixx-A. Fungos são comuns na cultura de cana de açúcar, especialmente aqueles que causam podridão-radicular e mofo-branco. Para isso, o Shocker é o tratamento ideal. Ainda no terreno dos fungos, temos muitas recorrências de doenças foliares causadas por eles, como antracnoses, mancha alvo e mancha branca. É aí que a ação do Twixx-A se destaca. Em paralelo, os nematóides afetam os solos dos canaviais