Criação de sistemas regenerativos é condição essencial para uma agricultura mais sustentável

Sistemas Regenerativos

Agrivalle apresenta propósito ao mercado e reforça sua contribuição para potencializar novas práticas agrícolas sustentáveis Inspirar a conexão e promover a transição para sistemas regenerativos são movimentos que fazem parte da história da Agrivalle e estão presentes no propósito da empresa lançado em primeiro de agosto, poucos dias após a empresa completar 19 anos de mercado.  Everton Molina Campos, diretor de marketing da Agrivalle, reforça o propósito da empresa e de sua preocupação com a produção sustentável de alimentos, executando práticas que não extinguem os recursos naturais e fomentando técnicas agrícolas sustentáveis e regenerativas.  “Queremos ser propulsores de uma nova agricultura, que utiliza a vida, as ferramentas da natureza, para descobrir novas possibilidades e criar soluções customizadas, regenerativas e,  em escala, inspiradas nas reais necessidades dos produtores, da cadeia e do planeta.” Impulsionada por esse olhar contemporâneo em criar conexões com diferentes ecossistemas e promover a transição para uma agricultura regenerativa e sustentável, a Agrivalle quer ir além de oferecer apenas soluções regenerativas para o agricultor, ela quer convidar todos os setores do agronegócio para juntos fazerem uma nova revolução agrícola:  a da produção sustentável.   “Acreditamos que o nosso papel nesse movimento é maior que os nossos produtos, porque reconhecemos a importância do nosso impacto, do solo à vida das pessoas e, por isso, vamos além! Queremos trazer todo o agronegócio a viver o nosso propósito”, pontua Everton. Sistemas regenerativos como resposta a mudanças de hábitos Para José Bessa, CEO da Agrivalle, a produção de alimentos por meio de sistemas regenerativos é o caminho que garantirá o futuro do nosso planeta e das próximas gerações. Gerações essas que já estão mudando seu hábito de consumo e, estão cada vez mais preocupadas com uma alimentação de maior qualidade e, principalmente, com o impacto que ela tem para o meio ambiente: “As novas gerações, que são mais responsáveis e principalmente responsivas, estão impulsionando um novo mindset de consumo consciente em todo mundo. Estima-se que até 2025, essa nova geração representará 70% da força de trabalho em todo mundo”.   A indústria de alimentos e varejo está atenta a essa mudança no comportamento das novas gerações e já começou a agir. Essas empresas acreditam que a produção baseada em sistemas regenerativos é a principal estratégia a ser implementada e estão dispostas a investir grandes quantias em colaboração com o setor produtivo para a criação de novas ofertas, baseadas em produção sustentável, avaliando também o impacto dessas empresas na sociedade. Devolvendo à natureza aquilo que consumimos “A missão da Agrivalle está fundamentada em qual mundo queremos deixar para as próximas gerações. A forma como garantiremos um futuro produtivo e autossustentável deve ser o primeiro pensamento para o consumo responsável e para a inovação. A partir daí precisaremos ir além e discutir como faremos isso”, reforça Bessa Para ele, e toda sua equipe de mais de 300 colaboradores, essa ideia é possível e precisa ser praticada: “Na agricultura regenerativa, a maior preocupação está em devolver para a natureza aquilo que consumimos dela. A garantia de que estamos fazendo algo para que os nossos descendentes tenham uma vida mais saudável”.   Ainda de acordo com ele, é a oportunidade de quebrar os paradigmas dos conceitos tradicionais de forma a preservar o baixo custo de produção, o equilíbrio ambiental, o manejo integrado, a segurança e, ainda assim, proteger a escala de produtividade.  A Agrivalle já começou sua jornada rumo à agricultura do futuro e convida toda a sociedade a vir junto. Sobre a Agrivalle Há 19 anos no mercado, a Agrivalle, indústria de bioinsumos agrícolas, é referência em sistemas regenerativos e propõe soluções inovadoras, transformadoras e sustentáveis baseadas em um amplo portfólio multicultura e multifuncional. Localizada em Indaiatuba (SP), possui 80 mil m² de área total e capacidade produtiva superior a 35 milhões de quilo/litros por mês.  Um dos maiores investimentos da Agrivalle é na área de pesquisa e desenvolvimento. A empresa conta com um dos maiores bancos genéticos de microrganismos do país, com mais de 800 cepas próprias e potencial biotecnológico ilimitado, tudo isso a serviço dos sistemas regenerativos. São mais de 300 funcionários que trabalham com o objetivo de impulsionar a produtividade no campo, promover uma agricultura mais lucrativa para o agricultor e de forma sustentável. O portfólio contempla defensivos biológicos e bioestimulantes. A Agrivalle acredita na vida como fonte geradora de vida e quer colaborar com o aperfeiçoamento da qualidade dos solos, da planta, do ecossistema e sua regeneração.   Julho | 2022 Informações para a imprensa: ComTexto Comunicação Integrada Ingrid Ribeiro – ingrid@ctexto.com.br  Tel.: (16) 99785-7001 Maricy Celebroni – maricy@ctexto.com.br  Tel.: (16) 99766-2825 

Agrishow 2022 – o futuro da agricultura já chegou

Agrishow 2022 - o futuro do agro em exposição

A Agrishow está de volta! Depois de dois anos, o maior evento do agronegócio da América Latina será realizado presencialmente, entre 25 e 29 de abril, em Ribeirão Preto, São Paulo. Em sua 27ª edição, a feira mantém seu compromisso em atender as demandas dos produtores rurais em termos de produtividade, eficiência, sustentabilidade e rentabilidade. Sem dúvida, para quem atua na indústria agropecuária, a Agrishow é uma das melhores oportunidades para realizar negócios e estreitar relacionamentos. De fato, trata-se de uma das maiores feiras mundiais do setor.  De equipamentos a insumos, todos os setores do agronegócio estão representados na Agrishow 2022. Como nas edições anteriores, encontramos uma grande área reservada à exposição dos mais variados produtos. Há, inclusive, uma pista de test drive de caminhões autônomos. Lá, os visitantes podem conhecer os modelos que estão disponíveis no mercado, entender suas funcionalidades e benefícios no transporte de alimentos pelas rodovias do país até portos, armazéns, centros de distribuição e indústrias de processamento. Contudo, as novidades não param por aí. Antes mesmo do primeiro dia do evento, Francisco Matturro, presidente da Agrishow 2022, chegou a comentar: “Como as indústrias mantiveram sua operação no campo, suas vendas e seu desenvolvimento ao longo desses últimos três anos, nesta edição, haverá muitos lançamentos.” Para ele, a feira representa tudo que há de mais inovador e de moderno para empresas agrícolas, independente do porte do negócio. “Além disso, o evento possibilita uma troca riquíssima de conhecimento entre produtores rurais e a cadeia do agro”, conclui. Palco de inovação e tecnologia O prestígio ao pioneirismo tecnológico já é uma tradição da Agrishow. Os organizadores apostam no potencial da a inovação e da tecnologia para contribuir com o incremento da produtividade no agro nacional e, ao mesmo tempo, promover preservação ambiental, redução de custos operacionais e, consequentemente, aumentar a rentabilidade. Com efeito, isso se reflete em outras atrações da Agrishow 2022. Sem dúvida, desta vez, quatro delas chamam atenção nesse sentido: Agrishow Labs, Prêmio Agrishow de Startups, Pavilhão de Inovação e Agrishow Digital.  O Agrishow Labs é uma jornada de conteúdo estratégico, focada no ecossistema de inovação agrícola. Seu propósito é conectar, difundir ideias, apoiar e acelerar o desenvolvimento de soluções que ajudem o setor a crescer de forma sustentável. A feira tem um espaço dedicado a esse projeto, mas ele também está online. Uma playlist no canal da Agrishow no Youtube traz vídeos com especialistas falando sobre as principais inovações do agronegócio. Já o Prêmio Agrishow, pretende incentivar soluções inovadoras desenvolvidas por startups do agro nacional. Trata-se de uma competição aberta para qualquer startup que tenha alguma solução inovadora para o setor. Mais restrito, o Pavilhão de Inovação é uma área dentro da Agrishow 2022, onde dez startups apresentam suas soluções e inovações tecnológicas para a indústria agro. Por fim, o Agrishow Digital é uma oportunidade aberta para todo público. A proposta é, durante e depois do evento, transmitir uma série de conteúdos importantes para quem atua nos mercados de agricultura ou pecuária. Os vídeos ficarão disponíveis no canal da Agrishow no Youtube.     506 Fôlego inovador no agronegócio Quando vemos a tecnologia ocupar um espaço tão significativo no maior evento da indústria agropecuária, é impossível não refletir. Ainda mais quando vemos o inverso também acontecendo. Mesmo sendo uma das atividades produtivas mais antigas da humanidade, o agronegócio está entre os campeões na corrida tecnológica.   Há um mês, no SXSW, maior evento de tecnologia e inovação do mundo, a Agricultura estava na programação, ao lado da indústria espacial e do metaverso. Uma das palestras, aliás, fez referência ao setor como ponto de partida de muitas aplicações tecnológicas. De fato, o pioneirismo da agricultura no uso de novas tecnologias é histórico. Os veículos autônomos, por exemplo, chegaram ao campo bem antes de serem notícia em qualquer metrópole asfaltada. Paralelamente, IA e robótica fazem parte da rotina de empresas da agroindústria, assim como das de outros tantos setores. Só que, no momento, o destaque, provavelmente, fica por conta das inovações em biotecnologia. As pesquisas nessa área ganham cada vez mais investimentos, motivados, sobretudo, pelos desafios ambientais que não param de se renovar diante de nossos olhos. Some-se a isso o crescimento populacional, que só potencializa a questão. Um banquete para mais de 9 milhões de pessoas Segundo a FAO, em 2050 seremos mais de 9 milhões de pessoas no planeta. Daqui para lá, transformações consideráveis terão acontecido em nossas vidas e comportamentos, mas tudo indica que alimentação ainda fará parte de nossas rotinas. Novidades interessantes estão surgindo para suprir a necessidade de alimentar uma população crescente contando com uma quantidade limitada de recursos e de terra arável. Por mais óbvia que seja a resposta ao desafio – maximizar a produção -, a solução é bem complexa. Mas, a melhor parte é que ela já está em curso.  Um dos caminhos mais promissores é a implementação de práticas agrícolas regenerativas, que têm sido muito beneficiadas pelo avanço nos estudos de biotecnologia. Elas ajudam a combater as mudanças climáticas, restaurar habitats e proteger a biodiversidade. Partindo de um conceito amplo, em seu desenvolvimento, elas levam em conta muito mais que os resultados das colheitas e, assim, seus benefícios repercutem na comunidade.  Esse pensamento integra os pilares da Agrilvalle. Agregar soluções sustentáveis para uma vida melhor faz parte de nossos valores. Para isso, nossos investimentos em biotecnologia têm, entre os principais focos, promover a saúde do solo, a maior riqueza do agricultor.

5 Princípios da Agricultura Regenerativa

Agricultura regenerativa

  Aqui, na Agrivalle, acreditamos em vida como fonte geradora de vida. E se há uma coisa que representa muito bem esse mantra é a agricultura regenerativa. Se você nos segue faz tempo, sabe que adoramos falar disso por aqui. Esse conceito é um tema muito vasto, mas, em resumo, significa adotar práticas direcionadas para restabelecer os recursos naturais em áreas utilizadas para agricultura. Pode envolver várias técnicas agrícolas, como agrofloresta, agrossilvicultura e aquacultura ecológica. E, também, não se limita a salvar ou restaurar florestas e aumentar a fertilidade do solo. Os impactos ambientais da agricultura regenerativa incluem a redução de emissões de carbono para a atmosfera, favorecendo o seu sequestro no solo e biomassa das raízes, menor poluição da água e solo, com a redução da aplicação de insumos químicos, e o aumento da biodiversidade, entre outros benefícios. Com maior produtividade por área cultivada, mais florestas poupadas e carbono do solo armazenado, contribuímos para mitigar as mudanças climáticas e geramos ganhos em toda a cadeia.Neste post, trouxemos os princípios da agricultura regenerativa, compactados em 5 pontos principais. Solo – raiz da agricultura regenerativa  A construção de solos férteis e saudáveis tem uma importância vital para a agricultura regenerativa. É nele que ficará armazenada grande parte do carbono que precisamos retirar da atmosfera. Para que isso, alguns passos são necessários: cobertura de solo durante o ano todo, para evitar que ele fique nú e, assim, sofra degradação e erosão; manter forragem e material de pastagem; diminuir perturbações, como aração e revolvimento do solo; redução de fertilizantes químicos e pesticidas; preservação das raízes vivas das culturas perenes; utilizar espécies arbóreas; redução de fertilizantes químicos e pesticidas. Biodiversidade – agricultura regenerativa abrindo horizontes Aumentar a preservação da biodiversidade no sistema por meio da utilização de espécies-chave para controle de pragas e doenças: a diversidade de culturas cultivadas assegura uma nutrição mais equilibrada; evitar uso de organismos geneticamente modificados; incorporação de gado na produção de cultura; técnicas de agricultura regenerativa como agrofloresta, silvopastoreio, agrossilvicultura; rotação de culturas ou cultivo sucessivo de mais de uma planta na mesma terra. Água – circularidade líquida Otimizar o uso de recursos renováveis, enquanto minimizamos o uso de recursos não-renováveis. a matéria orgânica mantém a umidade do solo e melhora a retenção e infiltração da água; retenção de água nas plantas criando um microclima local; diminuir o uso de irrigação e escoar água limpa para segurança rural; redução de fertilizantes químicos e pesticidas. Socioeconômico – agricultura regenerativa expandida Agricultura é muito mais que ciclos de plantio e colheita, o universo socioeconômico é fundamental para um equilíbrio sustentável em todas suas esferas. Por isso alguns pontos são fundamentais: habilitar as comunidades locais para proteção e melhoria do meio ambiente e bem-estar; produzir alimentos consorciados que possam garantir segurança alimentar para as famílias dos agricultores; empoderar as mulheres no campo; criar condições favoráveis para apoiar as próximas gerações na permanência no meio rural. Ambiental – solução na agricultura regenerativa  É sempre importante lembrar a situação planetária em que nos encontramos. Sejam problemas ambientais como sociais, há muita coisa a ser feita, e a agricultura é a chave para construir esse futuro e resolver nossos problemas. São eles: reflorestamento de áreas desmatadas; restauração das pastagens (perto de 70% está em processo de infertilização); apoiar as necessidades alimentares globais; eliminar as emissões de gases de efeito estufa; sequestrar e armazenar o carbono; enfrentar as secas, mantendo a matéria orgânica acumulada no solo; estudar o conceito de agricultura indígena; ajuda às economias locais; a agricultura local contribui para o desenvolvimento. Entendemos que a migração para práticas de agricultura regenerativa é um desafio complexo, mas precisa ser encarado como um processo, uma jornada. E a solução para desafios complexos está em começar de forma simples, que nos permita dar os primeiros passos em direção ao novo rumo, considerando as condições que as áreas sob cultivo nos permitem avançar. E pouco a pouco o sistema evolui e nos permite dar novos passos. Ao final, os ganhos serão relevantes, tanto para o agricultor, como para seu entorno imediato e para o meio ambiente como um todo.

Qual a diferença entre cada sistema de cultivo?

Qual a diferença entre cada sistema de cultivo?

O sistema de cultivo que você escolhe para sua plantação gera uma série de repercussões, que vão do preço de seus produtos à emissão de gases de efeito estufa. Dessa forma, é imprescindível ter um conhecimento básico antes de tomar uma decisão definitiva. Sistema Agroflorestal (SAF) – a floresta integrada ao sistema de cultivo O sistema agroflorestal (SAF) é uma prática que combina cultivos agrícolas com espécies florestais. Tal combinação maximiza o uso efetivo de nutrientes, água e energia, produzindo alimentos de forma mais sustentável. O uso de árvores e a diversificação de espécies nos espaços de cultivo são técnicas que amenizam o microclima dos agroecossistemas, atraem a fauna local, promovem a reciclagem de nutrientes, a retenção de umidade no solo e a fixação de carbono. O cultivo de café é um bom exemplo de agrofloresta como sistema de cultivo. Contribui para uma redução de capinas e um amadurecimento mais lento do fruto, produzindo grãos maiores e aumentando seu valor de mercado. Agricultura orgânica – foco na sustentabilidade A agricultura orgânica é um sistema produtivo baseado no estabelecimento do equilíbrio da natureza, utilizando métodos naturais de adubação e controle de pragas e doenças, bem como de espécies e variedades de plantas não modificados geneticamente. Este sistema de cultivo utiliza, portanto, técnicas como adubação natural, compostagem, minhocultura e policultura. As condições para enquadramento como agricultura orgânica torna este processo de produção mais desafiador, já que está mais sujeito aos riscos naturais de uma plantação, como pragas de animais, mudanças no tempo, entre outros. Embora os benefícios trazidos pelo ecossistema sejam inegáveis, uma das desvantagens desse método é uma produção um pouco mais demorada, com maior variação no padrão dos produtos e em quantidades menores, o que faz seu preço final ser mais elevado. Agricultura regenerativa – sistema de cultivo que renova o solo Já a agricultura regenerativa, abrange sistemas de produção agrícola com o menor impacto possível no ambiente, na sociedade e na economia. Sua prioridade é a saúde do solo, base do sistema alimentar e pilar fundamental do futuro do planeta. Atua fortemente na regeneração do solo (aumentando a captura de carbono), no aumento da biodiversidade (especialmente entre os polinizadores – abelhas e borboletas), na melhoria do ciclo da água e no fortalecimento da vitalidade das terras agrícolas. Auxiliando, ainda, na mitigação das mudanças climáticas. Um exemplo deste sistema de produção desenvolvido no Brasil é a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Na mesma área, se produz alimento, fibra, madeira e até mesmo energia, aumentando, assim, a produtividade e o lucro do agricultor, além de diminuir o impacto ambiental e os custos de produção. Bioinsumos no apoio a um sistema de cultivo mais sustentável Nesses três contextos, o mercado de bioinsumos cresce de forma acelerada no Brasil, pois atua com eficácia na regeneração do solo, contribuindo para um aumento da produtividade, sem necessidade de aumentar a área de plantio. São produtos ainda mais eficientes, pois têm um efeito protetivo e preventivo, e são mais seguros, tanto para quem aplica, como para quem consome o que é produzido. Outro exemplo de sistema agrícola que vem se beneficiando da mudança no cultivo é o da cana-de-açúcar, que hoje caminha para um manejo de solo cada vez mais biológico, com o controle principalmente de nematóides, além de outras doenças e pragas do setor. Estima-se que este sistema, além de economizar bilhões de dólares ao Brasil, reduz entre 20% e 30% as emissões de gases de efeito estufa e, ainda, sequestra cerca de 8 toneladas de CO2 por hectare por ano. A adoção de modelos mais sustentáveis de produção, combinados com a utilização de bioinsumos, irão cada vez mais consolidar o Brasil como referência global em agricultura e produção sustentável de alimentos. Nós temos a chance de mostrar para o mundo que podemos não só produzir os melhores alimentos, como também desempenhar um papel relevante no combate às mudanças climáticas. E nós da Agrivalle estaremos juntos para ajudar nessa missão.

As vantagens da Agricultura Regenerativa e como colocá-la em prática!

   A agricultura regenerativa pode produzir alimentos nutritivos para a crescente população mundial ao mesmo tempo em que compensa o impacto das ações antrópicas no ecossistema? A resposta é sim! Esse modelo de produção possibilita a restauração do meio-ambiente, tornando a agricultura uma solução para os problemas ambientais.    A prática regenerativa traz melhorias para a qualidade do solo, restaura e mantêm sua fertilidade, além de conservar e, inclusive, aumentar a biodiversidade dos ecossistemas, trazendo mais resiliência ambiental e econômica aos sistemas produtivos. Além disso, por aumentar a matéria orgânica presente no solo, a agricultura regenerativa auxilia também na capacidade de retenção de água e no sequestro de carbono em maiores profundidades, reduzindo os níveis de CO2 atmosférico que impactam o clima.    Mas como você, produtor, pode colocar isso em prática? Bom, o conceito engloba diversas técnicas agrícolas que se baseiam no manejo consciente da produção. Vamos olhar quais são elas: A rotação de culturas ou sucessão de mais de uma espécie de planta na mesma área é um importante pilar para a melhoria da biodiversidade, além de reduzir os impactos causados pela monocultura como a degradação física, química e biológica do solo e o desenvolvimento de pragas;  Adoção do sistema de plantio direto na palha e o mínimo revolvimento do solo, ou seja, cobrir o cultivo o ano todo, para que a terra não fique “descoberta” durante as entressafras, o que ajuda a evitar a erosão do solo e aumenta a infiltração e retenção de água e o sequestro de carbono; Redução do uso de agroquímicos pelo manejo da fertilidade do solo através do plantio de culturas de cobertura e uso de biofertilizantes que realizam a manutenção dos microrganismos benéficos para promover a liberação, transferência e ciclagem de nutrientes essenciais do solo para a planta; Sistemas integrados de produção com a combinação de sistemas produtivos agrícolas, pecuários e florestais dentro de uma mesma área, o que estimula naturalmente o desenvolvimento das plantas e aumenta a fertilidade do solo, a biodiversidade de insetos e plantas e o sequestro de carbono do ecossistema.    Esse assunto estará em grande evidência nos próximos anos em todo o planeta, uma vez que os agricultores têm percebido a importância de conciliar a produção agrícola com a preservação do meio-ambiente. Já é possível observar o avanço na adesão de produtos de base biológica para controle de pragas e doenças, além do aumento significativo da adoção do sistema de plantio direto na palha sem o revolvimento do solo.     A agricultura regenerativa caminha em conjunto com a demanda mundial por tecnologias mais sustentáveis que atendam às necessidades de produção alimentar com redução de impactos. Por fim, essa prática é uma importante aliada ao equilíbrio natural de solos saudáveis, que vão auxiliar os produtores a produzirem alimentos mais diversificados com alta produtividade e qualidade. Continue acompanhando nossos conteúdos, nos próximos artigos vamos tratar mais a fundo da Agricultura Regenerativa e suas vantagens para o desenvolvimento sustentável do nosso agro. Marcos Fava Neves é Professor Titular (em tempo parcial) das Faculdades de Administração da USP em Ribeirão Preto e da EAESP/FGV em São Paulo, especialista em planejamento estratégico do agronegócio.  Vinícius Cambaúva é associado na Markestrat Group, formado em Engenharia Agronômica pela FCAV/UNESP e aluno de mestrado na FEA/USP em Ribeirão Preto – SP. Beatriz Papa Casagrande é consultora na Markestrat Group, graduada em Engenharia Agronômica pela ESALQ/USP e aluna de mestrado na FEA/USP em Ribeirão Preto – SP.