What are bioinputs and what are they for: nutrition and soil fertility

Pode-se dizer que o termo “bioinsumos” ainda permanece em construção, devido ao entendimento de suas definições envolver um amplo conjunto de processos, origens e funcionalidades, entre elas nutrição e fertilidade do solo. No Brasil, um conceito foi adotado oficialmente a partir do lançamento do Programa Nacional de Bioinsumos pelo Decreto 10.375 de 26/05/2020, estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

Nesse contexto, os bioinsumos foram conceituados como “qualquer produto, processo ou tecnologia de origem vegetal, animal ou microbiana, destinado ao uso na produção, no armazenamento e no beneficiamento de produtos agropecuários, nos sistemas de produção aquáticos ou de florestas plantadas, que interfiram positivamente no crescimento, no desenvolvimento e no mecanismo de resposta de animais, de plantas, de microrganismos e de substâncias derivadas e que interajam com os produtos e os processos físico-químicos e biológicos”.

Com efeito, o amplo significado atribuído, visa abranger o diverso e complexo universo dos insumos de origem biológica, dando possibilidade para que o desenvolvimento de novas oportunidades e inovações tecnológicas possa ser enquadrado no conceito a medida de sua evolução. Nessa caminhada, os bioinsumos buscam conciliar interesses tanto produtivos quanto de consumo, oferecendo alternativas para trilhar benefícios econômicos, ambientais e sociais.

Muito além da nutrição

Existem, de fato, diversos tipos de bioinsumos com múltiplos usos e finalidades para os sistemas de produção. Alguns desses servem para incrementar a fertilidade do solo, a nutrição de plantas e contribuir com uma maior tolerância das plantas a fatores de estresse do ambiente. O uso desses condicionadores de solo atua de forma a converter nutrientes indisponíveis em alimento para as plantas por meio de processos biológicos, como por exemplo, microrganismos fixadores de nitrogênio ou solubilizadores de fosfato.

Além disso, eles desempenham função essencial na manutenção da riqueza do solo por aumentarem o desenvolvimento radicular das plantas, o que contribui diretamente para uma melhor absorção de água e dos nutrientes, proporcionando melhores resultados. Isso ocorre porque esses produtos são capazes de estimular o metabolismo celular do cultivo sendo influenciadores ativos de crescimento.

O uso de bioinsumos de nutrição incrementa a multiplicação de microorganismos benéficos, proporcionando saúde e vida ao solo, impulsionando, assim, a manutenção da estabilidade e a capacidade do solo em sustentar o crescimento e a produtividade das plantas. Com todas essas vantagens ao sistema produtivo, os bioinsumos também podem configurar uma maior resistência da cultura à estresses climáticos, fazendo com que, por exemplo, a capacidade de suportar um período de déficit hídrico seja mais alta e com rápida recuperação. Como resultado deste processo, menores perdas (financeiras e de produção).

Os bioinsumos para nutrição e fertilidade do solo vêm demonstrando um imenso potencial quando alinhados à fertilização mineral, explorando ao máximo os nutrientes por meio de uma escolha mais ecológica com benefícios a todo o ecossistema. Vimos que esses produtos apresentam melhorias em diversos aspectos, desde ganhos no crescimento das plantas e resistência ao estresse até incremento da fertilidade e saúde do solo. Com todos estes ganhos, não é à toa que os insumos biológicos estão cada vez mais em ascensão no nosso país!

 

O texto O que são bioinsumos e para que servem: nutrição e fertilidade do solo foi escrito por:

Marcos Fava Neves é Professor Titular (em tempo parcial) das Faculdades de Administração da USP em Ribeirão Preto e da EAESP/FGV em São Paulo, especialista em planejamento estratégico do agronegócio.  

Vinícius Cambaúva é associado na Markestrat Group, formado em Engenharia Agronômica pela FCAV/UNESP e aluno de mestrado na FEA/USP em Ribeirão Preto – SP. 

Beatriz Papa Casagrande é consultora na Markestrat Group, graduada em Engenharia Agronômica pela ESALQ/USP e aluna de mestrado na FEA/USP em Ribeirão Preto – SP. 

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